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Scania investe R$ 120 milhões em nova plataforma de chassis de ônibus

Com a promessa de reduzir consumo de combustível em mais 8% linha Super, já presente em caminhões, agora é estendida aos ônibus

São Bernardo do Campo, SP – A Scania anunciou em sua fábrica do ABC Paulista a extensão do portfólio de chassis de ônibus rodoviários com a plataforma Super, presente nos caminhões desde 2022. Foram investidos R$ 120 milhões no projeto, parte integrante do ciclo de R$ 2 bilhões iniciado no ano passado e que será concluído em 2028.

O aporte se deu na cadeia de suprimentos, pesquisa e desenvolvimento e modificações na linha de montagem em São Bernardo do Campo. A capacidade de produção, que abrange também chassis da geração anterior, equivalente ao Plus dos caminhões, instalada em 2022 com a mudança para o Euro 6, além dos modelos a gás e elétricos, foi mantida em 36 unidades por dia e 5 mil por ano em dois turnos de produção. 

A expectativa é que em um primeiro momento 20% dos chassis sejam da plataforma Super e 80% da geração anterior, sendo 10% do modelo F, exportado para a África do Sul, segundo o gerente de unidade de produção da Scania, Rudnei Udovic: “Graças ao sistema modular na mesma linha montamos todas as especificações do nosso portfólio. Quanto aos chassis a gás e elétricos, como a demanda é menor, produzimos conforme as encomendas”.

Udovic contou que em torno de vinte funcionários dos oitenta da fábrica de motores do ABC Paulista participaram de treinamento na unidade da Polônia – que há alguns anos recebeu a transferência da linha de produção da Suécia –, onde a plataforma Super também está disponível em duas opções de trem de força, de 11 litros e de 13 litros, com potências de 350 a 500 cv.

A apresentação oficial da novidade para os ônibus rodoviários será realizada na Lat.Bus, de 11 a 13 de agosto no São Paulo Expo, quando também terão início as vendas. Os preços ficarão em torno de 7% acima dos chassis da geração anterior. Considerando o chassi rodoviário 6×2 que custa R$ 910 mil o acréscimo neste caso será de R$ 63,7 mil, calculou Emanuel Perini, diretor de soluções de mobilidade na Scania Américas.

“Apesar de o valor do veículo crescer quando se faz o cálculo do TCO, custo total da operação, esta diferença diminui significativamente. Entendemos que dentro do ciclo de vida útil do veículo, de no mínimo cinco anos, isto se paga várias vezes.”

A aposta da Scania se fia na promessa de reduzir em mais 8% o combustível, aumentar a resistência e baixar o peso do veículo, segundo o presidente de operações comerciais Eronildo Barros. Esta é a contrapartida para elevar as vendas em meio a cenário de economia pressionada com altas taxas de juros, mercado retraído e diesel em alta.

“O cliente busca ampliar a eficiência energética, melhorar o desempenho de sua operação e diminuir seus custos. E a nova solução oferece, além do menor gasto de manutenção, não somente um novo motor. Mas um renovado conjunto de força, uma nova caixa de transmissão, um novo eixo e uma nova arquitetura eletrônica com novos itens de segurança.”

Montadora planeja elevar em 20% vendas na América Latina

Em 2025 foram comercializados 6,5 mil chassis em todo o mundo, sendo 48% na América Latina, 3 mil 120 unidades, segundo Perini.

“Historicamente o Brasil sempre foi o maior mercado da Scania porém renovações de frota no México estimularam volume maior de compras no ano passado, com 837 unidades, enquanto que no País foram 780.”

Com o diferencial da nova plataforma no portfólio o plano é, em cinco anos, elevar o volume da região em 20%, o que significa de seiscentas a setecentas unidades a mais. No Brasil, segundo cálculos do diretor, isto deverá representar um acréscimo de cerca de 150 unidades.

aumovio

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