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Projeto de células de lítio do Senai deve entrar em escala pré-industrial em 2027

Unidade do ISI-Eletroquímica terá capacidade para produzir células cilíndricas 21700 e prismáticas de cerca de 100 Ah
ISI-Eletroquímica bateria litio

São Paulo — A planta semiindustrial para produção de células de baterias de íons de lítio do ISI-Eletroquímica, o Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, deve entrar em operação em 2027. O projeto, desenvolvido em parceria com o CPQD, recebe investimento de R$ 68,6 milhões e está previsto para ser concluído em julho do próximo ano.

A estrutura está sendo preparada para produzir os primeiros lotes de células em escala pré-industrial. Desse modo, a previsão é concluir a implantação da planta em dezembro deste ano. Além disso, os equipamentos da linha de produção foram embarcados da China em agosto.

Atualmente também estão em andamento a instalação da sala seca e as adequações necessárias para receber a infraestrutura.

Entenda

A unidade deverá produzir células cilíndricas no formato 21700 e células prismáticas com capacidade próxima de 100 Ah. Além da fabricação, a estrutura será utilizada para validar processos produtivos, testar novos materiais e desenvolver projetos em conjunto com empresas.

O projeto já produziu protótipos de células cilíndricas e prismáticas em escala laboratorial. O trabalho contempla as químicas LFP e NMC, utilizadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Também foram realizados testes em células comerciais usadas como referência para o desenvolvimento nacional. Os ensaios conduzidos pelo CPQD avaliaram capacidade, resistência interna, densidade de energia, eficiência de recarga, vida útil e segurança.

A iniciativa começou em agosto de 2024 e tem como meta elevar a maturidade tecnológica da fabricação nacional de células aos níveis TRL e MRL 7. A etapa prevê a produção em ambiente pré-industrial e o desenvolvimento de competências para fabricação de baterias no país.

O projeto conta com a participação de empresas como Petrobras, WEG, Stellantis, Volkswagen, Marcopolo, Arkema, CBA e Grupo Moura. Na próxima fase, os trabalhos estarão concentrados na instalação e no comissionamento dos equipamentos, na validação dos processos e na preparação dos primeiros lotes de células nacionais.

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