São Paulo – Em um ambiente de juros altos e seletividade de crédito, com o aumento da inadimplência, as vendas de veículos no mercado brasileiro registraram em setembro 281,3 mil emplacamentos, volume 2,2% superior a agosto e 15,7% acima do mesmo mês do ano passado, divulgou a Fenabrave na segunda-feira, 5 de outubro.

O resultado foi o melhor do ano e o maior desde dezembro de 2014, quando as vendas somaram 370 mil unidades. Para o presidente Arcélio Júnior, as promoções geradas pelo aumento da concorrência com a chegada de novas marcas e os programas do governo, como o Move Brasil e o Carro Sustentável, vêm puxando a demanda:
“A demanda permanece ativa. A variedade de produtos e marcas, trazendo maior competitividade, os programas de incentivo ao setor e as ações comerciais das marcas e das concessionárias têm contribuído para sustentar o desempenho ao longo do ano”.
O acumulado do ano soma 2 milhões 256 mil unidades, em alta de 18,1% sobre o mesmo período do ano passado. Bem acima das projeções de crescimento da associação, que estimam avanço de 7,9%, para 2 milhões 902 mil unidades.
Ou seja, para chegar ao cálculo da associação dos distribuidores faltam apenas 646 mil veículos, média de 215 mil unidades por mês.
Mercado de leves
As vendas de veículos leves, conforme antecipou a Agência AutoData, somaram 268,7 mil unidades no mês passado, alta de 16,2% na comparação anual e de 2,1% na mensal. Os automóveis registraram 216,4 mil emplacamentos, crescimento de 21,2% e 1,6%, respectivamente, e os comerciais leves 52,4 mil veículos, recuo de 0,9% e alta de 4,5%.
No ano foram 2 milhões 156 mil veículos leves, vendidos, avanço de 19,3% sobre janeiro a setembro de 2025. Em automóveis o crescimento foi de 22,5%, para 1 milhão 728 mil unidades, e em comerciais leves de 8%, somando 428,1 mil utilitários.






















