São Paulo — A indústria de implementos rodoviários vem diminuindo, mês a mês, o ritmo de queda em comparação a 2025. Contou com a contribuição o Move Brasil 2, que dedicou parte dos recursos à aquisição dos equipamentos. Segundo a Anfir de janeiro a setembro foram comercializadas 109,7 mil unidades, 1,5% abaixo do mesmo período do ano passado, 111,3 mil.
A retração anual até agosto era de 2,7% e, no primeiro semestre, alcançou dois dígitos. A projeção da entidade, porém, é que a velocidade do recuo volte a crescer no último trimestre, para algo de 5% a 10%, diante do fim do reflexo positivo do programa do governo. Os efeitos da Fenatran só deverão ser sentidos em 2027.
Segundo o presidente da Anfir, José Carlos Sprícigo, o desempenho do setor de reboques e semirreboques pode ser um sinal de que esta indústria “está a caminho do equilíbrio, indicando que a recuperação está se consolidando”, referindo-se à curva levemente positiva em 2026. Os 53,7 mil produtos vendidos até setembro estão 0,2% acima dos 53,6 mil comercializados no ano passado.
O segmento de carroceria sobre chassis, no entanto, ainda está 3% abaixo do acumulado de 2025: são 55,9 mil contra 57,7 mil unidades. De toda forma setembro foi o segundo melhor resultado do ano, com 14,2 mil implementos comercializados, ficando atrás somente de julho, 15,1 mil unidades, e avançando 4,4% sobre agosto, 13,6 mil unidades.
“Como teremos a Fenatran em novembro, com reflexos positivos nos negócios ao longo de pelo menos os quatro meses seguintes, podemos estar diante da possibilidade de realizarmos resultado pouco acima de 2025.”
No ano passado houve recuo de 20% frente a 2024.























