São Paulo – Foram produzidos 21,3 mil chassis de ônibus nos nove primeiros meses de 2026, queda de 11,2% em comparação aos 24 mil fabricados neste mesmo período no ano passado. Foi o que informou a Anfavea em entrevista coletiva à imprensa na quarta-feira, 7.
Em setembro a retração foi ainda mais intensa: saíram das linhas de montagem 1,4 mil chassis, 48,9% abaixo dos 2,8 mil do mesmo mês de 2025. E 23,2% aquém dos 1,9 mil produzidos em agosto.
Contribuem para esta forte diminuição o fato de ser ano eleitoral e, conforme esperado, no segundo semestre as encomendas se retraírem. Pesa também o fato de o programa Caminho da Escola ter um de seus itens questionados no TCU, Tribunal de Contas da União, pela Iveco, que ficou de fora por erro de digitação, o que está segurando a conclusão da licitação.
Embora a Volkswagen Caminhões e Ônibus tenha sido a grande vencedora do pregão, com 88% dos pedidos, ou 6 mil 590 unidades, nenhum contrato será assinado até que o TCU emita seu parecer.
Além disto nos meses anteriores ainda havia entregas remanescentes referentes ao edital do ano passado, que movimentou o setor, principalmente, no segundo semestre de 2025, quando se concentraram a maior parte das encomendas – e aumentou a base de comparação.
Vendas de ônibus reagem
Até setembro foram emplacados 16,9 mil ônibus, 4,4% abaixo do acumulado de 2025. No mês passado as vendas somaram 2,4 mil unidades, 17,1% acima de agosto e 21,2% além do mesmo mês do ano passado.
“Notamos forte crescimento nos segmentos de urbano, rodoviário e fretamento”, apontou Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea. Pode ter contribuído para o avanço heranças do Move Brasil 2 para a aquisição de ônibus.
O dirigente ressaltou ainda que foram emplacados 1 mil 25 ônibus elétricos no acumulado do ano, quase o dobro das 555 unidades deste mesmo período no ano passado, com boa parte desta frota sendo colocada em circulação na cidade de São Paulo.























