São Paulo – 92,3 mil caminhões saíram das linhas de produção das montadoras de veículos pesados, de janeiro a setembro, 6,4% abaixo dos 98,6 mil registrados no mesmo período do ano passado. Foi o que informou a Anfavea, em entrevista coletiva à imprensa realizada na quarta-feira, 7.
O recuo se dá mesmo com o impulso do Move Brasil, que contribuiu significativamente com o setor nos últimos meses. Em setembro, ainda com algum resquício do programa, já encerrado, foram produzidos 11,6 mil caminhões, 1,3% aquém de agosto mas 15% a mais do que no mesmo mês de 2025.
Quanto aos emplacamentos a retração nas vendas no acumulado do ano é de 3,8%, para 80,9 mil unidades. Em setembro foram comercializados 10,2 mil caminhões, alta de 2,2% na comparação mensal e de 4,4% na anual.
“Provavelmente este foi o último mês de alívio no mercado de caminhões”, disse o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, referindo-se ao impacto do Move Brasil.
Para o dirigente a partir de outubro a tendência é que o porcentual de queda, que veio sendo aliviado mês a mês por causa da oferta de financiamento a juros menores, volte a aumentar: “Tivemos uma importante perda de intensidade. Vale lembrar que em janeiro a queda era de 34%. Mas, a partir de agora, isto deve ser revertido”.
Calvet mencionou a falta de previsibilidade, tanto no Brasil quanto no Exterior, como entrave para a melhora da economia e do aumento da confiança do transportador para renovar sua frota: “Embora a Selic de 13,75% ao ano esteja hoje abaixo do patamar de 15% ao ano ela ainda está bem acima dos 12% ao ano esperados. Com isto tem havido aumento da inadimplência e, consequentemente, da maior restrição ao crédito”.























