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Ícone do transporte segue as transformações

Depois de sete décadas construindo uma das marcas mais fortes do transporte brasileiro Mercedes-Benz entende que o próximo ciclo não será vencido apenas com caminhões e ônibus melhores, mas com soluções completas

Poucas fabricantes conseguem reivindicar uma relação tão longa com o transporte brasileiro de cargas e pessoas quanto a Mercedes-Benz. Em setenta anos de operação no País a empresa atravessou ciclos econômicos, mudanças regulatórias, transformações tecnológicas e diferentes gerações de transportadores. Mais do que acompanhar estas mudanças construiu parte de sua trajetória a partir da capacidade de entender como caminhões e ônibus são usados na vida real.

Ao longo de sete décadas esta proximidade com o mercado real ajudou a consolidar a Mercedes-Benz como uma das referências do transporte brasileiro. A empresa cresceu com a expansão das estradas, acompanhou a profissionalização das transportadoras, participou da formação de gerações de motoristas, mecânicos e concessionários, e criou veículos que passaram a fazer parte da própria história do setor. Esta antiga e próspera relação, no entanto, entra agora em uma nova fase.

A lógica da operação mudou. O custo deixou de ser medido apenas pelo consumo de combustível e passou a incorporar uma equação mais ampla, na qual disponibilidade, produtividade, manutenção, conectividade e valor de revenda ganham peso. Em determinadas operações, manter o veículo rodando já pode valer mais do que economizar alguns pontos porcentuais de combustível. Ao mesmo tempo a escassez de motoristas elevou a importância de conforto, segurança e facilidade de condução para quem dirige o veículo. E há mais um ingrediente a acrescentar nessa conta: a eletrificação e outras alternativas de propulsão passaram a exigir novas respostas da indústria.

A concorrência também mudou de patamar: a Mercedes-Benz, há tempos, não está mais sozinha em um País que ainda tem tudo a ser construído. Mais recentemente novos fabricantes, principalmente da China, chegam ao mercado brasileiro com produtos, preços e ciclos de desenvolvimento que pressionam as marcas tradicionais. Isso desafia fabricantes com décadas de história no País a rever não apenas seus produtos mas a velocidade com que identificam demandas e transformam essas necessidades em soluções.

MUDANÇA DE VALOR

Esta reportagem foi publicada na edição 436 da revista AutoData, de Setembro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.

Foto: Divulgação Arquivo Mercedes-Benz

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