Cummins apresenta sistema de pós-tratamento 30% mais leve na Fenatran 2026
São Paulo — A Cummins desenvolveu nova geração do sistema de pós-tratamento de gases de escape Single Module para veículos comerciais equipados com motores F3.8 e F4.5 de quatro cilindros. Compatível com o Proconve P8, equivalente ao Euro 6, o conjunto ficou cerca de 15 kg mais leve. Deste modo teve as dimensões reduzidas em 5% e apresenta ganho de 2% em eficiência com relação à geração anterior. A nova tecnologia será apresentada na Fenatran 2026, de 9 a 13 de novembro.
A atualização inclui mudanças no misturador de gases, nos sensores e na eletrônica, além da adoção da tecnologia própria de dosagem de ureia UL2.2. A engenharia brasileira acumulou mais de 7 mil horas de testes em dinamômetro e mais de 600 mil quilômetros de validação em veículos, avaliando desempenho e emissões do conjunto formado por motor e pós-tratamento.
O desenvolvimento considerou as condições brasileiras de operação e a composição dos combustíveis. A configuração nacional foi projetada para funcionar com misturas de biodiesel de até B20 e recebeu adequações nos catalisadores para atender às características deste combustível.
Sistema modular facilita manutenção
O Single Module reúne em um único conjunto o DOC, catalisador de oxidação de diesel, DPF, filtro de partículas, o misturador e o SCR, sistema de redução catalítica seletiva. E a arquitetura permite desmontar e substituir componentes individualmente, sem trocar todo o sistema. Desta forma simplifica a manutenção e pode reduzir os custos ao longo da vida útil do veículo.
A redução de peso pode ampliar a capacidade de carga dos veículos comerciais leves, e o conjunto mais compacto facilita a instalação em diferentes projetos de veículos.
Dosagem de ureia dispensa refrigeração adicional
O novo misturador tem geometria interna redesenhada para distribuir o Arla 32 de maneira mais uniforme nos gases de escape. Assim esta mudança melhora o aproveitamento da ureia, utilizada no processo de conversão dos óxidos de nitrogênio no catalisador SCR, e está associada ao ganho de 2% em eficiência. Sensores e componentes eletrônicos atualizados também buscam ampliar a confiabilidade e a durabilidade do sistema.
Outra mudança é a adoção da tecnologia UL2.2, já utilizada pela Cummins em motores de seis cilindros e outras aplicações de veículos comerciais no Brasil. O sistema controla a dosagem de ureia desde a pressurização até a injeção nos gases de escape.
Nas aplicações anteriores de quatro cilindros o injetor exigia uma linha específica de refrigeração conectada ao veículo. Deste modo, com a UL2.2, a circulação da própria ureia contribui para o controle térmico do componente, eliminando essa linha adicional.
Por fim a tecnologia também reduz componentes periféricos, cabos, chicotes e conexões, simplificando a instalação pelas montadoras e diminuindo os custos de integração. A Cummins pretende ampliar a utilização da UL2.2 no mercado brasileiro de veículos comerciais nos próximos anos. A solução já é empregada por diferentes fabricantes em aplicações globais.























