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Vendas do Grupo Renault crescem 4% no Brasil

País foi o sétimo maior mercado do grupo nos nove primeiros meses de 2026, período em que as vendas globais recuaram 2,2%

São Paulo — O Grupo Renault vendeu 96 mil 436 veículos no Brasil de janeiro a setembro, crescimento de 3,8% na comparação com igual período do ano passado. O País respondeu por 4,5% das vendas globais da companhia e foi seu sétimo maior mercado em volume.

O volume computa apenas os emplacamentos dos modelos Renault, apesar de haver, por aqui, a parceria com a Geely.

No terceiro trimestre o grupo registrou queda de 6% nas vendas globais, para 497 mil 799 unidades. A empresa atribuiu parte do desempenho trimestral à concorrência intensa, especialmente na América Latina.

No acumulado dos nove primeiros meses foram 1 milhão 662 mil 222 unidades, retração de 2,2%.

Receita avançou

A receita, por outro lado, avançou. De julho a setembro o faturamento do grupo alcançou € 11 bilhões 596 milhões, alta de 1,5% com relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do ano a receita somou € 41 bilhões 848 milhões, crescimento de 7,1%.

A divisão automotiva respondeu por € 9 bilhões 835 milhões no terceiro trimestre, praticamente estável na comparação anual. De janeiro a setembro a receita da área chegou a € 36 bilhões 641 milhões, alta de 6,6%. Já a Mobilize Financial Services registrou faturamento de € 1 bilhão 761 milhões no trimestre, avanço de 11%, e € 5 bilhões 207 milhões nos nove meses, também com crescimento de 11%.

A marca Renault somou 1 milhão 178 mil 946 veículos vendidos globalmente nos nove primeiros meses, alta de 1,1%. A Dacia comercializou 471 mil 7 unidades, queda de 9,7%, enquanto a Alpine avançou 65,6%, com 12 mil 269.

A eletrificação também ganhou espaço no terceiro trimestre. Representou 25,8% das vendas de automóveis de passeio do grupo, aumento de 12,2 pontos porcentuais na comparação anual. Considerando também híbridos e híbridos plug-in a participação dos eletrificados chegou a 54,9%. As vendas de elétricos cresceram 84,7% no período.

Para 2026 o grupo manteve a projeção de margem operacional em torno de 5,5% da receita e fluxo de caixa livre de aproximadamente € 1 bilhão na divisão automotiva.

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