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Renault Niagara mostra formas finais na Argentina

Picape com alma de SUV chega às concessionárias brasileiras no fim de novembro

El Calafate, Argentina – A Renault apresentou primeiro ao público argentino a picape Niagara, lançada no país vizinho em quatro versões, em ordem crescente de preço: Evolution manual e automática 4×2, Iconic automática 4×2 e Outsider automática 4×4.

Preços e versões para o mercado brasileiro, que será o maior da nova picape média monobloco, só serão divulgados no próximo dia 10 de novembro, mais próximo da chegada do modelo às concessionárias, no fim deste mês.

A Niagara, depois do Kardian e do Boreal, é o terceiro modelo construído sobre a plataforma RGMP lançado na América do Sul no escopo do plano Future Ready 2027 da Renault, que prevê o lançamento de catorze novos produtos destinados a mercados internacionais.

Na Argentina a picape trouxe consigo investimento de US$ 350 milhões aplicados na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, segundo destacou o argentino Arial Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil: “Modernizamos toda a fábrica para receber a plataforma RGMP e agora a planta está focada na produção de veículos utilitários, que além da Niagara também inclui o Kangoo”.

Segundo Montenegro o nível de localização da Niagara está acima dos 60%, com muito fornecedores no Brasil compartilhados com o Boreal: “O motor, por exemplo, vem da fábrica da Horse no Paraná”.

De volta à briga pelo segmento que a Renault criou

“Temos agora um produto para ir para briga, que tem tudo para ser uma referência nesse segmento”, aponta Montenegro, referindo-se a uma categoria que foi criada pela própria Renault em 2015, quando lançou a Oroch derivada do Duster, em movimento que foi seguido no ano seguinte pela Fiat Toro, desde então líder absoluta deste recorte do mercado que em breve ganhará mais concorrentes com picapes da BYD e da Volkswagen.

A Niagara, garante Montenegro, “é bem mais do que um substituto da Oroch e um derivado do Boreal, pois foi projetada com identidade própria”.

Dentre os atributos da picape o executivo resume: “É um produto com tecnologias de um C-SUV [utilitário esportivo médio] e a robustez de uma picape”.

A nova picape intermediária, embora tenha sido projetada dentro do plano internacional de lançamentos da Renault, foi desenvolvida especialmente pela engenharia brasileira sediada no Paraná – assim como já tinha acontecido com a Oroch – com a colaboração também das subsidiárias na Argentina e na Colômbia, países nos quais a montadora mantém fábricas na América do Sul.

Melhor de dois mundos

Sem declarar projeções de vendas Aldo Costa, diretor comercial da Renault, afirma que a marca tem grandes expectativas sobre a Niagara, pois “é um produto que reúne o melhor de dois mundos, a versatilidade das picapes com o conforto de um SUV”.

Costa dividiu em três pilares os atributos da Niagara: design e conforto, motorização e tecnologia e segurança.

O design da nova picape é bastante parecido com o do protótipo revelado ainda em 2023, com um pouco mais de sobriedade. A grade dianteira com a inscrição RENAULT em letras garrafais chama a atenção e, de certa forma, transmite as ambições da marca quanto ao desempenho da Niagara nos mercados latino-americanos.

O visual robusto e moderno deve agradar os clientes de picapes que usam o veículo para transporte pessoal, pois terão uma opção provavelmente mais barata de ter uma picape, inclusive com opção 4×4. “Tem conforto de um carro mas tem genética de picape”, pontua Costa. “Mas também não é a picape do Boreal, pois tem personalidade própria.”

A cabine dupla garante conforto para quatro ocupantes, inclusive nos assentos traseiros, onde os passageiros têm 20 cm de espaço para os joelhos e inclinação de 25 graus no encosto. Ainda na parte de trás a picape tem a comodidade de um compartimento com 35 litros para acomodar mochilas.

As dimensões de 1m83 de largura, 1m71 de altura, 4m94 de comprimentos e 2m93 entre-eixos garantem o bom espaço interno da cabine dupla, enquanto a caçamba de 938 litros funciona como um porta-malas avantajado – que tem tampa com travamento elétrico e, na versão de topo, vem com uma capota rígida retrátil.

O motor é o mesmo já utilizado pelo Boreal: o bem-disposto 1.3 turboflex de 160 cv e 270 Nm de torque máximo, que segundo medições da Renault leva o veículo de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos. A eficiência energética de 1,86 MJ/km alia bom desempenho com economia. Ainda segundo a montadora a Niagara tem potência suficiente para rebocar 710 kg, o suficiente para levar um jet ski ou uma moto, por exemplo.

Ambas as transmissões, automática ou manual, são de seis marchas, e as versões automatizadas usam a caixa de dupla embreagem banhada em óleo, também fornecida pela Horse. No seletor rotativo instalado no console central o motorista pode escolher até seis modos de condução.

Tecnologia aparente

A Niagara tem pacote completo de conectividade e segurança em todas as versões, oferecendo um bom conjunto de tecnologias, que ficam aparentes no painel com duas telas de 10 polegadas, uma do quadro de instrumentos digital e outra da central multimídia.

Também existe a inútil disponibilidade de escolher 48 cores de luzes ambientes na cabine.

O sistema de conectividade OpenRLink vem com Google integrado e inteligência artificial Gemini, que controla diversos sistemas do carro com comandos de voz, como climatização e iluminação.

A picape, em todas as versões, tem pacote completo de 26 ADAS, sigla para sistemas de assistência avançada ao motorista, que inclui piloto automático adaptativo ACC, aviso de permanência em faixa, controle automático de frenagem e de descidas íngremes. A segurança passiva conta com seis airbags.

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