São Paulo – Até outubro a Omoda Jaecoo superou a marca de 48 mil unidades vendidas no mercado desde seu desembarque no Brasil, em abril do ano passado. Somente neste ano foram mais de 40 mil veículos, caminhando para alcançar a projeção de superar as 50 mil unidades, traçada no fim do ano passado.
Este desempenho foi alcançado com produtos destinados apenas ao varejo: até então as marcas do Grupo Chery não participavam da venda direta, a frotistas, taxistas e PcD. A partir de novembro, porém, a história muda, com a criação de uma equipe dedicada e a divulgação da política para frotistas.
“É um canal importante. É mais uma oportunidade para clientes terem acesso aos nossos produtos”, afirmou o vice-presidente da Omoda Jaecoo Brasil, Roger Corassa, em entrevista exclusiva à Agência AutoData. “Dependendo do ano, o canal de venda direta representa cerca de metade das vendas do mercado. E estávamos fora”.
Corassa disse que foi preciso negociar com a matriz para conseguir mais volume de carros importados, com o objetivo de atender a nova vertente de negócio. A alta procura no varejo tem gerado desabastecimento de alguns modelos nos estoques das concessionárias, especialmente do Omoda 5 e Jaecoo 7 Elite. “Em alguns casos nossos estoques chegam a sete, no máximo oito dias”.
Seu plano é, em breve, ter 30% das vendas da Omoda Jaecoo destinadas ao novo canal. “Não queremos canibalizar a venda ao varejo. A ideia é que as vendas diretas agreguem ao nosso volume”.
Pedido dos concessionários
Entrar na venda direta era um pedido constante da rede, afirmou o vice-presidente. Algumas oportunidades de negócios não avançavam por não haver a política de vendas para CNPJ, confessou, como desconto para CNPJ e produtores rurais.
De início estão sendo oferecidos os Omoda 5 e 7 e o Jaecoo 7 Elite por venda direta. O foco são os pequenos frotistas, com dois a dez carros, e produtores rurais. Frotistas maiores poderão entrar em negociação e locadoras, ainda, não estão no radar da Omoda Jaecoo.
A política exige CNPJ ativo há pelo menos doze meses e permanência de um ano, no mínimo, com o veículo. Taxistas e PcD entrarão em uma segunda etapa.
Uma nova área foi estruturada, com Annie Abiatti, que estava na GAC e tem anos de experiência em outras marcas, como gerente. Conforme a operação for ganhando tração mais pessoas serão incorporadas à equipe – a prospecção de clientes, por ora, será feita pelos concessionários.
Assim, destacou Roger, a Omoda Jaecoo amplia sua presença no mercado entrando em uma faixa que ainda era inexplorada pelas marcas. O próximo passo virá em 2027, com o lançamento do Omoda 4 e a entrada na faixa abaixo de R$ 150 mil – onde estão 56% das vendas do mercado nacional.























