AD 339

55 Novembro 2017 AutoData à época tricampeão mundial de Fór- mula 1 no comando de McLaren com motor Honda. O aumento da alíquota de impor- tação, de 32% para 70%, em 1995, foi a deixa para a empresa matutar so- bre a possibilidade de criar raízes no País. Meia década e 12 mil unidades importadas depois a Honda decidiu construir a fábrica em Sumaré. Os primeiros passos foram lentos: a montagemdiária do Civic, então emsua sexta geração, não passava das vinte unidades. Para circular mais à vontade pelas ruas optou-se, para o carro, por pneus e suspensão mais adequados. O motor recebeu modificações no sis- tema de injeção eletrônica para receber gasolina commistura de etanol. Vale dizer que no mês seguinte à inauguração da fábrica, consequên- cia da já citada crise asiática, o gover- no brasileiro anunciou pacote fiscal que incluía a elevação da alíquota do IPI sobre automóveis e do preço do combustível. Foi uma mostra para os japoneses da instabilidade das regras da economia brasileira. Mas não ti- nha volta. JAPONESES – Criteriosos que são trouxeram do Japão empresas de au- topeças e até concessionárias para dar suporte aos processos de produ- ção e vendas do Civic aqui. As duas revendas, diga-se, seguem na ativa, conta Issao Mizoguchi, atual pre- sidente da Honda Automóveis do Brasil: “Foi fundamental para que passássemos a atender aos clientes nos mesmos padrões que nos dife- renciam no Japão”. Nos três primeiros meses de pro- dução foram emplacadas 867 unida- des do Civic. Em 1998, primeiro ano completo de vendas, a Honda totali- zou 14 mil 959 veículos. À época ape- nas quatrocentos funcionários traba- lhavam na planta paulista. O auge de vendas do sedã foi atingido em 2008, ano de lançamento da oitava geração 1,7 milhão de automóveis produzidos Civic (desde 1997) Fit (desde 2003) City (desde 2009) HR-V (desde 2015) WR-V (desde 2017) 690 mil 631 mil 215 mil 136 mil 15 mil Sumaré em números 1997 2017 Produção diária (unidades) 20 550 Funcionários 400 3,5 mil

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