AD 343

17 AutoData | Abril 2018 Em Piracicaba eles já estão no máximo da capacidade... Perfeitamente, e eles querem crescer. Qual a capacidade total de produção da CAOA-Chery? De 150mil a 200mil carros/ano, as duas fábricas juntas. Tanto Jacareí quantoAná- polis podemser expandidas, mas Jacareí pode chegar a 200 mil/ano facilmente, com pouco investimento. Assimcomo a CAOAhá empresas, inclu- sive globais, como a FCA, que investem em modelo produtivo multimarcas. O sr. entende que este é o futuro do setor automotivo, industrialmente falando? Anápolis pode produzir carros de qual- quer marca, e isso não aconteceu por acaso. Foi uma coisa estudada. Eu co- mecei a pensar que isso poderia acon- tecer e queria que a gente tivesse con- dição de fabricar produtos de qualquer marca. Quando a gente foi abrir a em- presa havia a Mitsubishi, que o Eduardo [Souza Ramos] fez, mas eu não queria que fosse assim, ou seja, não queria que fosse uma Hyundai Motors. Eu não queria colocar o nome deles, queria que fosse CAOAMontadora, usando licença para fabricar qualquer marca, escolher a marca que eu quisesse. Eu já repre- sentava a Subaru, e por volta de 2004, 2005, tivemos negociações muito avan- çadas com eles para fabricar o Forester aqui. Pensei: ‘Se posso fabricar Subaru posso fabricar Hyundai’. Nosso contrato com eles permitia isso, que tivéssemos outra marca, a não ser que me dessem carros suficientes para encher a fábrica toda. Quando a Hyundai veio para o Brasil e mudou o nosso modelo com eles, eu fiquei com a possibilidade de fabricar outra marca e por isso comecei a procurar as chinesas. Acredito nesse modelo de negócio, porque a fabrica não fica ociosa. Qual será o enfoque principal da CAOA- Chery no mercado nacional em termos de produto? “O modelo de negócio com a Chery fará com que tudo seja desenvolvido para o Brasil, dentro do Brasil e em prol do Brasil. Serão carros muito interessantes.”

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