369-2020-08
15 AutoData | Agosto 2020 Globalmentemuitas montadoras estão se unindo para diluir os custos de desen- volvimento de elétricos e autônomos, mas nesse caso especí co uma parceria da Mercedes-Benz com a BMW foi sus- pensa. O que houve? Foi uma questão de prazos diferentes. Temos diversas outras parcerias, como com a Geely para o novo Smart elétrico, por exemplo. Além dos carros temos vans, ônibus e caminhões elétricos, po- demos buscar sinergias e redução de custos de desenvolvimento em várias áreas comdiferentes empresas. Aco-co- operação continua a ser uma tendência. Estamos sempre olhando como pode- mos fazer as coisas especialmente com as baterias: talvez não sejam simples parcerias, sejam novas formas de fazer negócios. Temos fábricas de baterias na China e na Europa, mas poderemos comprar de outras empresas também. A tendência será descentralizar a pro- dução de baterias, então? Isso. Nos Estados Unidos fazemos SUVs, e para futuros modelos elétricos pro- duzidos lá também precisaremos fazer as baterias. A questão do transporte de baterias é muito complicada e, por en- quanto, perigoso. O senhor acredita que a adoção do home o ce veio para car? Gosto muito do contato pessoal, é uma relação diferente do que nos vermos ape- nas por videoconferência como agora, nesta entrevista. Mas também acredito muito no home o ce. Novamente to - mando meu caso como exemplo, sem precisar me deslocar para a fábrica, tra- balhando de casa, ganhei uma hora e meia de trabalho a mais por dia. Com menos gente na rua ajudamos o trânsito e omeio ambiente. E os custos também: no futuro possivelmente os escritórios serãomenores. Em tesevamos voltar aqui no Brasil ao escritório no m de setem - bro. Conversamos muito sobre isso, não “No caso dos modelos premium mais caros vimos que o cliente manteve a compra, se sentiu seguro, enquanto no nível mais abaixo há preocupação de como será o dia de amanhã.”
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=