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25 AutoData | Agosto 2020 Especialistas do segmento de ônibus discutiram e avaliaram o cenário atual e pós-covid em evento realizado virtualmente pela AutoData Editora cronograma de entregas dos ônibus para o programa federal: “Houve um represa- mento, mas sem o Caminho da Escola os volumes poderiam ser bem menores”. As vendas para as operadoras de trans- porte urbano deverão observar retomada mais lenta, uma vez que, segundo o execu- tivo, caíram as receitas das empresas pois o transporte, hoje, levamenos passageiros. Carrer defendeu ainda revisão de contratos estabelecidos antes da pandemia: “Preci- samos rediscutir os modelos de contrato porque haverá di culdade no cumprimento do que foi estabelecido. Assimpoderemos manter a prestação do serviço de trans- porte público sem que haja um colapso do sistema”. MIKHAIL GRACHIKOV/Shutterstock.com ônibus menores e menos equipados para que a conta da operação feche no m do mês. O fretamento é uma área mais resi- liente, mas no turismo, por exemplo, ainda há incertezas. A renovação de frota é mais lenta porque caiu o tráfego”. PauloArabian, diretor de vendas de ôni- bus da Volvo, também sinaliza alterações na con guração dos ônibus: “Há potencial de retrocesso em algumas plataformas, como motor dianteiro e volta da caixa de câmbio manual, nos próximos negócios. A retomada dos hotéis é positiva, mas não é continuada, pois a ocupação não está alinhada pela demanda”. ENCARROÇADORAS ARTICULAM Enquanto isso as fabricantes de car- roçarias de ônibus articulam nas esferas De acordo comWalter Barbosa, diretor de vendas emarketing daMercedes-Benz, as vendas para o programa deverão re- presentar, no m do ano, cerca de 30% do mercado, parcela importante dado o cená- rio: “As vendas para órgãos governamentais não pararam no período”. Segundo Jorge Carrer, gerente de ven- das de ônibus da VWCO, a paralisação da produção provocada pela pandemia, a par- tir demarço, poderá gerar algumatraso no No mercado de rodoviários há grave entrave a respeito do volume de passagei- ros transportados. Da mesma forma como acontece no setor aéreo a baixa ocupação tambémafetou as operadoras de transpor- tes em médias e longas distâncias. Para Sílvio Munhoz, diretor de opera- ções comerciais da Scania, o cenário de crise poderá recon gurar os ônibus deste nicho, considerando que os operadores, no momento, executam planejamento de redução de custos para manter as opera- ções: “É possível que entrememcirculação

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