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12 FROM THE TOP » MARCELO GODOY, ABEIFA Abril 2026 | AutoData de associados da Abeifa. Com a retomada da tarifa de 35% para importação de automóveis híbridos e elétricos, agora em julho, será possível repetir o bom desempenho de 2025? Sim, estou confiante. O ponto crucial não é se a alíquota saiu de zero para 35%, mas o fato de o governo ter oferecido previsibilidade por meio do escalonamento estável da retomada da tarifa. Com isto as empresas se prepararam, não há uma ruptura abrupta. Existem diversas formas de diminuir este custo: as empresas podem buscar mais eficiência interna, conter custos operacionais ou até absorver parte do impacto em sua rentabilidade para manter a competitividade no médio e longo prazo. Embora eu acredite que o prazo de isenção poderia ter sido um pouco mais dilatado, talvez até atingirmos 10% ou 11% de participação de elétricos no mercado total, o fato é que as marcas estão prontas. O imposto de importação não será o motivo de uma eventual queda e o que realmente pesa hoje são os juros elevados, o endividamento e a cautela natural em anos de definição política. “ É importante desmistificar a ideia de que a importação não gera empregos. Pelo contrário, nossas associadas movimentam uma rede imensa de empregos diretos e indiretos por meio da venda de veículos, assistência técnica e serviços. Há um parque circulante expressivo de carros importados que alimenta o mercado de pós-venda e o setor de seminovos.” No ano passado a Abeifa se manifestou contra o pedido da BYD para adiar a cobrança da alíquota cheia do imposto de importação para veículos desmontados CKD e semimontados SKD. Por que essa divergência com uma associada? É um exemplo interessante de como funcionamos. Embora tenhamos uma associada com um interesse específico, a Abeifa, como instituição, preza pela coerência. Nós sempre defendemos a manutenção do que foi acordado e combinado previamente com o governo e com o setor. Não poderíamos nos contradizer e mudar nosso discurso apenas por uma demanda pontual. Por isso mantivemos nossa posição institucional em defesa das regras estabelecidas lá atrás. No seu estatuto a Abeifa tem como missão trabalhar para garantir a isonomia de regras para veículos importados e nacionais. Mas o Brasil historicamente desincentiva importações. Em algum momento na sua história de trinta anos a entidade conseguiu atingir este objetivo? A isonomia é uma ambição constante, mas é difícil dizer se já foi plenamente

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