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22 Abril 2026 | AutoData EVENTO AUTODATA » CONGRESSO MEGATENDÊNCIAS 2026 autopeças e eleva o nível de exigência em eletrificação, digitalização e conteúdo de software. Esse diagnóstico foi compartilhado por Thiago Bastos, presidente regional da divisão Vehicle Motion da Bosch América Latina, e Sílvio Furtado, vice-presidente da ZF América do Sul. Para Bastos a cadeia passou a ser balanceada de forma mais internacionalizada, mas a atuação local segue essencial, especialmente na adaptação de produtos às condições brasileiras. Furtado destaca que a competitividade vai além do preço: envolve inovação, engenharia e eficiência operacional. “Buscamos cada vez mais localizar o que é possível, usar sinergias globais e trazer inovação para ganhar competitividade”, diz Furtado. Ambos concordaram que a formação tecnológica das equipes e o desenvolvimento da engenharia local são fatores críticos para enfrentar a transformação em curso. Em outro painel Matthias Kaeding, vice- -presidente de Compras e Cadeia de Suprimentos da Mercedes-Benz na América Latina, e Márcio Alfonso, vice-presidente de Produção e Inovação da GWM, apontaram a terceirização estratégica e a localização de fornecedores como caminhos para reduzir custos e agregar valor ao cliente. A Mercedes-Benz já delegou a produção de componentes para seus caminhões e ônibus produzidos no País, como o eixo dianteiro, a fornecedores especializados próximos à fábrica de São Bernardo do Campo, SP. A GWM, com produção iniciada em Iracemápolis, SP, em agosto, planeja desenvolver uma rede nacional de fornecedores para reduzir dependência de importações chinesas, exposição cambial e prazos logísticos superiores a 45 dias. Os dois executivos propuseram ter múltiplos fornecedores homologados para diluir riscos. A reorganização geopolítica das cadeias globais torna o modelo local for local cada vez mais relevante – e o fortalecimento do ecossistema industrial brasileiro uma necessidade estrutural. identificado como a aposta mais consistente para curto e médio prazo, por equilibrar viabilidade econômica e sustentabilidade, funcionando como ponte natural para o hidrogênio dada a semelhança da cadeia logística. O etanol foi defendido como diferencial genuinamente brasileiro, com Oliveira propondo plataformas multicombustível como solução prática e escalável. O hidrogênio é posicionado como tecnologia de longo prazo. CONCORRÊNCIA DA CHINA A chegada dos fabricantes com origem na China ao Brasil impõe uma revisão dos projetos de fornecimento na cadeia de Márcio Querichelli, da Iveco, Christopher Podgorski, da Scania, e Roberto Cortes, da VWCO Eduardo Oliveira, da Iveco

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