21 AutoData | Abril 2026 riamente nos dados, mas no que a gente aprende com eles”, observa Gadelha. A Fundep anunciou chamada pública vinculada ao Mover para selecionar até três propostas de projetos de seis a oito meses com dados reais de veículos conectados, nas áreas de descarbonização, conectividade com o ambiente externo, privacidade e segurança de dados, e manutenção preditiva. VEÍCULOS PESADOS O Megatendências 2026 também abriu espaço para as empresas fabricantes de veículos pesados que, mesmo com o Programa Move Brasil e o crédito de R$ 10 bilhões a juros subsidiados, vêm enfrentando queda nas vendas de caminhões, que já recuaram 21,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 22 mil unidades. A situação levou o presidente da Iveco na América Latina, Márcio Querichelli, o presidente da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, e o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, a manifestarem em conjunto as expectativas pela renovação do Move Brasil, que poderia ser adotado de forma definitiva como iniciativa de renovação de frota. Os executivos defendem a inclusão de ônibus e implementos rodoviários no programa de crédito subsidiado e a ampliação do acesso aos motoristas autônomos, que não usaram até o momento a parcela de R$ 1 bilhão que havia sido reservada a eles. Os recursos do Move Brasil, de R$ 9 bilhões destinados a financiamentos para frotas de transportadoras, se esgotaram no fim de março, criando, segundo Querichelli, mais um motivo para postergar a decisão de compra em um ambiente de juros elevados. O risco de dependência de importações de componentes por parte dos fabricantes de veículos pesados foi ponderado por Cortes: “Nós não podemos ser oportunistas e dizer que compraremos tudo da China e da Índia, porque quando voltarmos ao mercado de 200 mil unidades precisamos ter um parque fornecedor bem estabelecido”. SOLUÇÕES ECLÉTICAS Não há resposta única para a descarbonização do transporte pesado no Brasil – e replicar as tendências globais seria um equívoco. Eduardo Oliveira, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Iveco para a América Latina, oferece uma abordagem multienergética adaptada à singularidade brasileira: matriz diversificada, protagonismo no agronegócio e indústria consolidada. Diesel, etanol, biodiesel, gás natural, biometano, eletrificação e hidrogênio compõem a equação. O biometano foi Frederico Gadelha Guimarães, da Fundep João Paulo Pereira, da TIM
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