30 Abril 2026 | AutoData BIOTRANSIÇÃO » HIDROGÊNIO bomba é outro desafio para a popularização desta alternativa limpa de energia. Após a eletrólise o H2 verde é comprimido a 900 bar para ser armazenado. Para estar disponível na bomba o H2 precisa ser resfriado para alcançar as pressões dos tanques dos veículos. Esta também é uma operação complexa que requer equipamentos de última geração para entregar o combustível nas bombas. Ônibus e caminhões geralmente utilizam hidrogênio pressurizado a 350 bar e os automóveis 700 bar, exigindo tanques específicos para cada tipo de veículo. Felipe Armelin, supervisor de projetos da Honda, diz que “os cilindros para os automóveis são mais robustos e relativamente novos no mercado. É necessário o desenvolvimento dessa cadeia para podermos ter este item nos veículos”. Assim como a Hyunda, a Honda tem grande interesse no crescimento da geração de hidrogênio verde para diversas aplicações. Uma das razões é que até 2050 pretende neutralizar todas as suas emissões nominais globalmente. A APOSTA DA HONDA Mas o grande negócio para a fabricante japonesa reside em sua célula de combustível a hidrogênio com membrana PEM, uma espécie muito complexa e cara de filtro que captura os íons e os transportam como elétrons, para gerar energia. A Honda afirma ter desenvolvido uma tecnologia proprietária muito promissora para este fim. O Honda CR-V e:FECV utiliza este módulo de célula de combustível desenvolvido em parceria com a GM que tem um custo de produção um terço menor e duas vezes mais durabilidade. A próxima geração desta célula, que está sendo desenvolvida apenas pela Honda, tem como objetivo reduzir o custo de produção pela metade, dobrando novamente a sua durabilidade. As aplicações são as mais variadas: de automóveis, caminhões, ônibus e máquinas de construção a geradores estacionários para abastecer regiões urbanas. Diz Armelin que “a densidade de saída de energia será triplicada na próxima geração do módulo, permitindo a conexão em paralelo de diversos deles, produzindo alta potência”. A parceria da Honda com a Neoenergia para o comissionamento e os testes de abastecimento na planta de Brasília servirá para fomentar com segurança operacional o conhecimento junto a universidades e indústria, além de mostrar para os governos o imenso potencial do hidrogênio no País. CAMINHO LONGO No entanto, mesmo com tantos investimentos e otimismo de que a matriz energética global possa se utilizar do hidrogênio em larga escala, ainda há muito o que ser feito. Assim como a planta da USP produz apenas 100 kg de H2 biogênico, suficiente para abastecer diariamente apenas alguns ônibus, por exemplo, a unidade de Brasília, com seus 40 kg de hidrogênio diário abastece só um ônibus, que utiliza 36 kg em seu tanque, e o Honda CR-V e:FCEV, cuja capacidade de armazenamento é de 4 kg de H2. Mesmo com todos os bilhões aplicados o gás verde ainda demora a se espalhar como opção viável de descarbonização. Célula de combustível a hidrogênio Injeção de H2 e oxigênio do ar nas membranas PEM produz eletricidade e água Fonte: USP.
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