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39 AutoData | Abril 2026 A bordo do Uni-T, primeiro Caoa Changan produzido em Anápolis: mais uma inauguração de fábrica de veículos para o presidente Lula. unidade ao lado do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade – na época para montar veículos da coreana Hyundai, que foram produzidos lá até outubro do ano passado. Desta vez, quase vinte anos depois, marcando presença em mais uma das dezenas de inaugurações e anúncios do setor automotivo que vem participando em seu terceiro mandato, Lula veio acompanhado de seu vice e, até aquele momento, titular do MDIC, Geraldo Alckmin, e do então recém-empossado ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de outras autoridades. “Há vinte anos inauguramos uma fábrica e hoje entramos em uma nova era”, assinalou Andrade Filho. “Assim damos continuidade ao legado de nosso pai, com um amplo sistema de produção e distribuição de veículos que poucos podem oferecer no Brasil.” TUDO NA OPERAÇÃO CHANGAN Segundo Andrade Filho o novo investimento será aplicado integralmente na operação da Caoa com a Changan, com a produção de mais modelos em Anápolis. Todos os aportes serão feitos pela empresa brasileira e a chinesa participa com licenciamento da produção local e transferência de tecnologia: “Ainda não acessamos recursos do BNDES mas estamos estudando”, afirmou. “O que já acessamos é um financiamento da Finep para desenvolvimento do sistema híbrido flex aqui”. Zhu Huarong, presidente do conselho de administração da estatal Changan Automobile Group, afirma que o País é estratégico para as ambições de expansão internacional da empresa, hoje a quarta maior fabricante de veículos da China e a primeira a somar 30 milhões de unidades produzidas, em 45 anos. “Para a Changan o Brasil não é só um lugar para fabricar veículos, mas um projeto de longo prazo. Investimos no mercado brasileiro para servir toda a América Latina, trazer desenvolvimento local e compartilhar nossas tecnologias.” O copresidente da Caoa afirmou, ainda, que os investimentos de R$ 3 bilhões já executados nos últimos dois anos serviram para dobrar a capacidade da fábrica e construir a nova linha de produção para abrigar a Changan, mas os recursos também foram usados para produzir e lançar novos modelos Caoa Chery no País, no escopo da associação mantida desde 2017 com outra sócia chinesa, que de acordo

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