40 Abril 2026 | AutoData INDÚSTRIA » INVESTIMENTO com o empresário segue sem alterações até o momento. Depois do Caoa Changan Uni-T – modelo equipado com motor turboflex de 180 cv que chegou às concessionárias, no fim de março, pelo competitivo preço de R$ 170 mil – o plano da marca no País contempla oi lançamento de mais três SUVs este ano, todos produzidos em Anápolis, confirmou o diretor de marketing Jan Telecki. Já os modelos elétricos Avatr, marca de luxo da Changan, continuarão sendo importados. Sem ainda revelar quais serão os próximos Caoa Changan, Telecki adiantou que um deles chega ainda no primeiro semestre e outros dois no segundo, incluindo versões eletrificadas HEV, híbrido pleno, e PHEV, híbrido plug-in. E todos eles, inclusive o Uni-T, já nascem com motor flex bicombustível etanol-gasolina, com sistema fornecido no Brasil pela Bosch. O índice de nacionalização dos modelos Changan começa baixo: quase todos os componentes são importados da China, mas no regime peça-a-peça, pagando 4% de alíquota de importação para itens sem produção no País e de 14% a 18% para os que têm similares nacionais. Com exceção da estamparia todos os demais processos de manufatura são executados em Anápolis, incluindo armação e solda de carrocerias, pintura – a fábrica já conta com três cabines automatizadas – e montagem final. FÁBRICA AMPLIADA “Todas as nossas linhas estão preparadas para produzir vários modelos de várias marcas”, disse Gabriela Delfino, gerente geral da fábrica de Anápolis, confirmando que os modelos Chery Tiggo 5x, 7 e 8 seguem em produção normalmente e a linha em que são produzidos também recebeu investimentos. Ela relatou que a planta passou por grande ampliação nos últimos dois anos, com modernizações, automação e aquisições de novos equipamentos, como a primeira linha completa de solda a laser do País. A área construída original de 172,2 mil m2, de 2023, cresceu 21%, para 208,4 mil m2. No mesmo período o número de robôs saltou de 42 para 209 e os processos automatizados avançaram 365%. O número de empregados mais do que acompanhou o crescimento: avançou de pouco mais de 2 mil pessoas trabalhando em apenas um turno para os atuais 7,6 mil em dois turnos. Com tudo isso a capacidade de produção de 80 mil unidades/ano foi dobrada para 160 mil/ano. Andrade Filho confirmou que o plano, até o fim do ciclo de investimento em 2028, é ampliar ainda mais a capacidade, para 200 mil unidades/ano: “Ainda temos de superar alguns gargalos, principalmente na pintura, mas queremos chegar lá”. Se a produção crescer como os dois irmãos presidentes ambicionam a existem planos de instalar uma linha de estamparia em Anápolis – que figura dentre os investimentos mais caros de uma fábrica de automóveis, com linhas de prensas que podem custar mais de R$ 1 bilhão. Pelo que se vê ao circular pela planta goiana, com máquinas e canteiros de obras, segue em curso a ampliação do sonho do doutor Carlos Alberto, com novas perspectivas de inauguração para o presidente Lula e seus ministros.
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