431-2026-04

56 Abril 2026 | AutoData INDÚSTRIA » INVESTIMENTO Foi neste momento que o motor encheu, a rotação aumentou e o SUV deu um salto à frente para, depois, frear bruscamente. Afora este ajuste, que deve rapidamente ser corrigido, o GS3 é gostoso de dirigir, mesmo com o ronco do motor causando um certo estranhamento por se tratar de um veículo 100% made in China. ESTILO E TECNOLOGIA O interior do GS3 é bastante agradável e como todo bom carro da atualidade, especialmente daqueles que vêm da China, concentra quase todas as suas funções em um sistema multimídia com tela de 14,6 polegadas. Menos o ar-condicionado, que é acionado e ajustado por botões físicos logo abaixo das saídas de ar centrais. O motorista também tem um quadro de instrumentos digital à sua frente, mas a organização das informações e seu desenho não são tão atuais quanto o de outros modelos chineses. Assim como os controles do volante, que parecem datados para a tendência de concentrar todas as funções ADAS de assistência ao motorista e outros controles em apenas dois botões. O acabamento interno é muito bom, um padrão de qualidade atualmente encontrado em quase todas as outras marcas chinesas. Dentro do segmento que pretende competir é um dos que oferece a maior lista de equipamentos de série, sendo o único com ventilação no banco do motorista, a maior tela e, também, o único com rodas de 19 polegadas. O GS3 chega com cinco anos de garantia sem limite de quilometragem e a GAC diz que já tem em estoque mais de 95% das peças de reposição necessárias. Além disso o programa de revisão coloca o modelo como um dos quatro mais competitivos do mercado, de acordo com comparativo com quase uma dezena de SUVs, dentre compactos e médios, ofertados no mercado brasileiro. EXPECTATIVA ALTA Para Eduardo Sato o crescimento da marca deve ser sustentável ao longo do ano, mas as expectativas são altas: “A ideia é fechar o ano com 22 mil unidades negociadas. Por enquanto é este o objetivo, mas estamos otimistas em melhorar o desempenho para que até 2030 possamos vender 100 mil carros no Brasil”. Outro fator importante para atingir o crescimento desejado é o número de concessionários. Hoje são cinquenta casas, mas até o fim do ano a GAC planeja dobrar este número. “Estamos sendo agressivos agora já pensando nos próximos anos”, disse Sato. Ainda em 2026 a GAC deve ter outras três novidades: no segundo trimestre passará a importar o elétrico compacto Aion UT. E no segundo semestre trará dois SUVs grandes. É possível que um deles, ou os dois, também tenham a opção de motorização somente a gasolina.

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=