6 FROM THE TOP » MARCELO GODOY, ABEIFA Abril 2026 | AutoData Importações de valor Formado em economia pela Fundação Santo André, na Região Metropolitana da Grande São Paulo, que foi berço da produção de veículos no Brasil, Marcelo Godoy passou os primeiros anos da carreira trabalhando na área financeira de diversas empresas. Até que, há dez anos, ingressou no setor automotivo: “Um caminho natural que quem é do ABC, como eu, trilha ou pensa em trilhar”. Godoy entrou no setor pela porta de um grande fabricante global, mas sem operação industrial no País. Ele foi contratado, em 2015, para a equipe de finanças da filial brasileira da Volvo Cars. De lá para cá foi gangando posições e o envolvimento do executivo com o segmento só aumentou: em 2024 ele tornou-se presidente da empresa no Brasil. No mesmo ano Godoy foi eleito presidente da Abeifa, associação que reúne importadores de veículos, alguns deles com operações locais de montagem. Gostou tanto da experiência que, em março passado, foi candidato único reeleito para mais dois anos à frente da entidade que, em sua visão, é uma “incubadora” de empresas que chegam ao País como importadoras e, tempos depois, instalam fábricas aqui. Para Godoy é justamente esta uma das principais atribuições da Abeifa: pavimentar o caminho para novas marcas da indústria automotiva entrarem no mercado brasileiro, além de trabalhar pela isonomia de regras para veículos importados e nacionais. Na entrevista a seguir Godoy aborda estes temas, ligados aos desafios e conquistas da entidade que dirige. Quais foram os principais desafios e as conquistas no seu primeiro mandato à frente da Abeifa, que se encerrou recentemente? A Abeifa é uma instituição histórica que zela pelas empresas que operam com importação de veículos no Brasil. Atuamos como uma espécie de incubadora: quando uma marca decide se estabelecer no País nós oferecemos o suporte necessário para que ela entenda como operar em um mercado complexo como o brasileiro. Nesse sentido o meu primeiro mandato à frente da Abeifa foi gratificante, especialmente por termos conseguido levar à mesa de discussão a questão da não antecipação do imposto de importação [sobre veículos híbridos e elétricos]. Nossa luta principal foi pela manutenção das regras do jogo. A Abeifa, com sua relevância e voz no mercado, contribuiu para evitar a quebra de normas que já haviam sido acordadas, garantindo a previsibilidade indispensável para que as importadoras e toda a cadeia industrial pudessem se planejar. Além disso combatemos a desinformação sobre veículos elétricos, criando condições para que o cliente entenda se este é o momento ideal para adquirir essa nova tecnologia. Entrevista a André Barros e Pedro Kutney Clique aqui para assistir à versão em videocast desta entrevista
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