9 AutoData | Abril 2026 papel da Abeifa nesse cenário de múltiplas representações? Cada entidade tem um papel muito bem definido e mantemos um excelente relacionamento com a ABVE, que possui um escopo mais amplo, englobando desde fabricantes de componentes até diversas startups e empresas focadas exclusivamente na eletrificação. Já a Abeifa foca nos importadores de veículos de alta tecnologia e marcas premium. Portanto nosso foco não é apenas fomentar startups ou nichos elétricos mas, sim, garantir que os importadores sejam ouvidos e representados nas discussões de políticas públicas junto ao governo. De forma geral persiste no Brasil a ideia de que importadores de veículos exportam renda e empregos para fora do País... É importante desmistificar a ideia de que a importação não gera empregos. Ao contrário: nossas associadas movimentam uma rede imensa de empregos diretos e indiretos por meio da venda de veículos, assistência técnica e serviços. Há um parque circulante expressivo de carros importados que alimenta o mercado de pós-venda e o setor de seminovos. Como estão as conversas com as marcas chinesas que estão chegando ao País e por que elas ainda não se filiaram à Abeifa? As conversas estão muito avançadas. Todas as empresas da China que entraram ou estão entrando no Brasil passaram pela Abeifa para dialogar e buscar orientação. O que aconteceu foi que precisávamos realizar alguns ajustes internos em nossos estatutos e processos “ Estamos de portas abertas para os novos entrantes, oferecendo o suporte necessário para que se estabeleçam com segurança no Brasil. Em breve veremos os logotipos das novas marcas chinesas integrados à Abeifa.” local. No fim do dia quem ganha com essa competição saudável é o consumidor brasileiro, que passa a ter acesso a veículos mais seguros, tecnológicos e eficientes, gerando renda e empregos em toda a cadeia. Em 2014 a Abeiva mudou o nome para Abeifa, para abrigar marcas que também produzem aqui. Na época, para justificar a alteração, um associado disse que era “melhor ser cabeça de sardinha do que rabo de baleia”. Passados mais de dez anos qual é a avaliação: essa mudança foi benéfica? Sim, foi extremamente benéfica. Hoje temos associadas que produzem localmente e também importam veículos, o que enriquece o debate. O mais importante para a entidade é ter empresas dispostas a discutir o mercado de forma aberta e construtiva, contribuindo para o desenvolvimento do setor como um todo. Hoje, além da Anfavea e Abeifa, existe a ABVE, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, que já tem mais associados do que as duas entidades juntas. Qual é o
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