72 Maio 2026 | AutoData INVESTIMENTOS » CHINA NO BRASIL MUDANÇA DE PERCEPÇÃO No Brasil a presença da indústria chinesa já superou a fase da desconfiança. Se de 2022 a 2024 a consolidação de BYD, GWM e Caoa Chery representou a primeira safra o biênio 2025-2026 indica a chegada de uma segunda, com foco em prestígio. Zeekr, Avatr, Denza e Wey querem redefinir o conceito de luxo, desafiando o quarteto alemão Audi, BMW, Mercedes-Benz e Porsche com tecnologia e preços que os europeus ainda custam a acompanhar. Enquanto isso BYD, GWM e Caoa Chery já se tornaram líderes em segmentos específicos. Em 2025 as marcas chinesas emplacaram 187,3 mil veículos no Brasil, crescimento de 55,6% sobre 2024, respondendo por 7,3% do total de 2 milhões 550 mil veículos leves vendidos no País. PLANOS DISTINTOS A BYD utilizou o palco de Pequim 2026 para apresentar o Qin Max e o Seal 08, modelos que devem chegar ao Brasil com baterias Blade de maior densidade e eficiência. A fábrica de Camaçari, BA, construída do zero nas antigas instalações da Ford com investimento de US$ 1,1 bilhão, é o maior complexo industrial da BYD fora da China e deve chegar a 300 mil unidades por ano até 2030. No segmento de luxo a BYD opera pelo braço Denza, originalmente uma joint venture com a Mercedes-Benz. Já estão à venda no Brasil o SUV D5 híbrido de 677 cv por R$ 436 mil, e a shooting brake esportiva Z9 GT, com quase 1 mil cv, por R$ 650 mil. A GWM confirmou doze novidades para 2026, como o recém-lançado Tank 300 PHEV com tecnologia flex, desenvolvida na China para a matriz energética brasileira, e o Ora 5, SUV médio 100% elétrico. A marca também deve importar o Tank 700 Hi4-Z PHEV, utilitário que mira os jipes de luxo tradicionais, e o Haval H7, com 4m78 e sistema híbrido plug-in de 394 cv, ocupando o espaço que vai dos modelos H6 ao H9. Já o H4, SUV mais compacto, com 4m47 metros, disputa o segmento dos Creta e HR-V com sistema híbrido convencional de 243 cv e desempenho acima de 20 km/l em ciclo urbano, preço esperado abaixo de R$ 200 mil e chegada prevista para o segundo semestre. O programa de investimentos da GWM soma R$ 10 bilhões de 2022 a 2032. A planta de Iracemápolis, SP, comprada da Mercedes-Benz, tem capacidade atual em torno de 50 mil unidades por ano, insuficiente para as suas metas. A saída está numa segunda fábrica em negociação no Espírito Santo, com previsão de operação até 2029, capacidade de 200 mil unidades por ano e investimento de US$ 2,8 bilhões. No segmento aspiracional a GWM opera pela divisão Wey. O Wey 07, único modelo da marca no Brasil, é um SUV híbrido plug-in de seis lugares com motor 1.5 turbo e dois motores elétricos, totalizando 517 cv, aceleração de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e bancos de massagem em todas as fileiras, por R$ 429 mil. A Geely retorna ao Brasil com postura muito mais robusta do que em sua primeira passagem. Em novembro de 2025 adquiriu 26,4% da Renault do Brasil, garantindo acesso imediato a mais de 270 pontos de venda da rede francesa e à produção de eletrificados em São José dos Pinhais, PR, com investimento conjunto de R$ 3,8 bilhões. A Geely acaba de lançar o EX5 EM-i, híbrido plug-in de alta eficiência e que será Lepas L6
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