12 FROM THE TOP » EVANDRO MAGGIO, TOYOTA Julho 2026 | AutoData O complexo industrial de Sorocaba assumirá dois papéis de extrema importância estratégica global. O primeiro será consolidar-se como principal polo exportador e produtor de veículos de passeio da Toyota para toda a América Latina: hoje já exportamos para 23 países da região. O segundo papel é o desenvolvimento local de um veículo inédito, pensado especificamente para as demandas do mercado latino-americano, contando com a participação da engenharia brasileira. Queremos que Sorocaba seja reconhecida não só como um centro de manufatura mas, também, como polo gerador de desenvolvimento de produtos. Além disto anunciamos lá a criação do nosso laboratório global dedicado a biocombustíveis. O Brasil reúne condições únicas neste campo e a experiência brasileira com combustíveis renováveis, notadamente o etanol, poderá contribuir de forma decisiva para a estratégia global da Toyota na jornada de transição energética. Do ciclo de investimento de R$ 11,5 bilhões anunciado pela Toyota para o Brasil o que já foi executado? E o que ainda podemos esperar até 2030? Vem mesmo uma nova picape por aí? Existe, sim, um novo projeto, mas falaremos dele no momento oportuno. Com relação ao valor dos investimentos anunciados uma parcela significativa já foi efetivamente realizada e está visível no mercado. Estamos concluindo as obras da segunda fábrica no complexo de Sorocaba, lançamos o Yaris Cross, ampliamos a capacidade produtiva da unidade de Porto Feliz pouco antes do acidente e também promovemos a renovação do Corolla Cross. Obviamente existem outros produtos e plataformas em pleno estágio de desenvolvimento que serão anunciados à medida que nos aproximarmos do momento de lançamento. Na sua avaliação quais serão as tecnologias mais promissoras para o mercado brasileiro ao longo desta década? A filosofia global da Toyota é defender múltiplas rotas tecnológicas. Acreditamos que a escolha da tecnologia precisa considerar as características da matriz energética de cada país. No caso do Brasil entendemos que o modelo híbrido flex reúne duas vantagens competitivas imbatíveis: combina a alta eficiência da eletrificação com o enorme potencial de redução de emissões dos biocombustíveis que o País já possui. Esta tecnologia continua sendo nossa principal aposta “ A abertura comercial é importante porque permite a entrada rápida de novas tecnologias globais. No entanto chega um momento em que essas mesmas tecnologias precisam começar a ser produzidas localmente para gerar valor no País. É vital encontrar um ponto de equilíbrio de importações com a produção nacional.”
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