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45 AutoData | Julho 2026 criou vinte anos antes, quando criou a City derivada do hatch 147. A nova picape pequena chegou ao mercado em três versões – Working 1.5, com 76 cv, Trekking 1.6 8V, com 92, a topo de linha LX 1.6 16V, com 106 –, herdando na dianteira o design e o lêiaute interno do hatch Palio. A caçamba, com capacidade para 1,1 mil litros, e o apelo do desenho mais jovem ajudaram o novo utilitário a conquistar rapidamente um público que via na picape uma alternativa de uso misto – trabalho durante a semana, lazer nos fins de semana. O primeiro grande salto de diferenciação veio em 1999, com o lançamento da versão cabine estendida, solução inédita no segmento, que permitia levar objetos maiores atrás dos bancos dianteiros, mantendo ao mesmo tempo o volume útil da caçamba. A inovação foi decisiva: em 2000, apenas dois anos após o lançamento, a Strada assumiu pela primeira vez a liderança de vendas em sua categoria. Em 2002 veio a primeira reestilização do modelo, acompanhada da versão Adventure, que introduziria pneus de uso misto, suspensão elevada e acessórios inspirados em veículos off-road, e da substituição do motor 1.6 16V pelo 1.8 8V. Novas atualizações vieram em 2004, 2008 e 2012, cada uma agregando conteúdo e mantendo a picape relevante diante das rivais que surgiam ao longo da década – nunca com o mesmo sucesso da Fiat. O PORTFÓLIO DA LIDERANÇA Enquanto a Strada construía sua liderança de segmento o restante do portfólio Fiat também vivia um momento de amadurecimento competitivo. Apoiada em um ciclo de investimentos de US$ 1,5 bilhão aprovado para o período 1996-2000 a montadora pôde diversificar as derivações do Projeto 178, do qual se origina o Palio, e arriscar em novos nichos. Em 1998, mesmo ano do lançamento da picape Strada, a Fiat apresentou o sedã Marea, primeiro carro nacional com motor de cinco cilindros e faróis elípticos, em uma aposta para alcançar níveis de maior valor agregado e rentáveis do mercado. No ano seguinte, 1999, a station-wagon Palio Weekend ganharia a versão Adventure, lançando uma nomenclatura que se tornaria recorrente em toda a família de produtos da marca. O início dos anos 2000 também marcou a chegada de um capítulo raramente mencionado com a devida ênfase pela própria indústria: a Fiat, somando o desempenho de toda a sua família de produtos da época – os mais vendidos Uno, Palio, Siena, Strada, Weekend – alcançou a liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves como marca. Contabilizados os vinte anos de 2001 a 2020 a Fiat liderou o mercado brasileiro em dezenove deles – um domínio que dialoga diretamente com a força que a família Palio-Strada-Weekend havia acumulado ao longo da década anterior. Claro que esta contabilidade de liderança de marca não se confunde com a

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