58 Julho 2026 | AutoData No ano seguinte, 2021, a Fiat deu um passo que faltava havia décadas em seu portfólio brasileiro: o lançamento do Pulse, primeiro SUV nacional da marca, desenvolvido e produzido inteiramente no País. Naquela época a Fiat também aproveitou o momento para apresentar o Fiat 500e, primeiro veículo totalmente elétrico oferecido no mercado brasileiro pela marca. Em 2022 foi a vez do Fastback, primeiro SUV-cupê da Fiat no País, produzido em Betim e recebido como uma tentativa bem-sucedida de unir design diferenciado a tecnologia embarcada mais sofisticada do que o histórico recente da marca sugeria. No mesmo ano o Pulse Abarth se tornou o primeiro SUV desenvolvido pela divisão esportiva em qualquer mercado do mundo. A eletrificação leve chegou de forma mais ampla em 2024, quando Pulse e Fastback passaram a oferecer a tecnologia híbrida leve, MHEV, que integra o motor a combustão a um alternador elétrico para melhorar eficiência e reduzir emissões. A mesma tecnologia chegaria à picape Toro em 2026, tornando-a a primeira picape híbrida leve produzida no Brasil com sistema de 48V. Em 2024 a família de picapes ficou completa com a chegada da Titano, marcando a entrada da marca no segmento de picapes médias na região. ECOSSISTEMA COMPLETO A última década transformou o complexo de Betim em um centro de desenvolvimento automotivo completo. Hoje a Stellantis possui 100% de autonomia tecnológica na região para conduzir todas as etapas de um veículo, da concepção à validação final. As antigas instalações evoluíram para ecossistema que emprega mais de 19 mil pessoas de forma direta, com capacidade produtiva de até 650 mil veículos e 1,1 milhão de motores por ano. No centro desta competência está o Tech Center Stellantis, que reúne mais de sessenta laboratórios e abriga cerca de 3 mil engenheiros, designers e técnicos. Esta estrutura inclui o Virtual Center, criado em 2019, que utiliza inteligência artificial, simulações preditivas e realidade imersiva para acelerar os projetos e antecipar falhas antes mesmo da construção de protótipos físicos. “Atuamos com a indústria 4.0 de uma forma gigantesca, mas aquela massa de dados começou a ficar muito difícil de lidar”, afirma o diretor de manufatura Glauber Fullana. “Hoje já trabalhamos muito com inteligência artificial para compilar tudo e tomar decisões rápidas.” A virtualização também eliminou antigos gargalos físicos e paradas críticas nas esteiras para adaptação de novos modelos: “Temos toda a linha desenhada dentro do computador, utilizamos o Digital Twin, ESPECIAL FIAT 50 ANOS » RUMO AO FUTURO
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=