63 AutoData | Julho 2026 1973 Fiat firma o acordo com o governo de Minas Gerais para instalação da fabricante em Betim. Para vencer a disputa com São Paulo e Paraná o Estado entrou como sócio da empresa, com 45% do capital, incluindo o valor do terreno de 2,2 milhões de metros quadrados terraplanado e dotado de infraestrutura, para ser pago em 45 anos, sem juros ou correção. Também foram concedidas isenções de 25% do ICMS, por cinco anos, e de taxas e impostos municipais até 1985. Além disso, nos quatro anos seguintes ao início da construção da fábrica, Minas ressarciu em dólares a matriz italiana pelos custos de elaboração do projeto e assistência técnica ao empreendimento. O governo federal concedeu isenção de impostos para importação de maquinário e componentes ainda não produzidos no Brasil, mas em troca a Fiat se comprometeu a exportar o mínimo de US$ 400 milhões nos dez anos seguintes ao início da produção. 1976 Em 9 de julho é inaugurada a fábrica de Betim, que inicia operação com cerca de 9 mil trabalhadores – muitos deles treinados em na Itália e na Argentina. Desenvolvido para o Brasil a partir do 127 italiano, com motor de 1 048 cm3 e 57 cv, o 147 é lançado ao público em novembro, no 10º Salão do Automóvel de São Paulo. O menor carro produzido no País tinha espaço interno maior que o de concorrentes da mesma categoria e trazia concepção moderna para a época. O 147 nasce com 87% de nacionalização – alcançando 97% no ano seguinte, após a inauguração da fundição do grupo em Betim, a FMB, depois renomeada Teksid. Para contornar a falta de fornecedores locais a Fiat trouxe para Minas empresas que pertenciam ao grupo, como a Magneti Marelli e a carburadores Weber. 1978 Nos dois anos seguintes à inauguração a planta de Betim já produzia 200 mil unidades/ ano do 147 – com volume relevante exportado para países vizinhos e Europa, onde foi vendido com o sugestivo nome de Fiat 127 Rustica –, além de 155 mil motores enviados anualmente à Itália para equipar o 127 e outros modelos. São introduzidas pequenas alterações estéticas no 147 e é lançada a versão GLS, com motor 1.3 de 61 cv e acabamento mais caprichado. Tamém é introduzida a versão a Rallye, diferenciado por largas faixas pretas nas laterais, spoiler dianteiro e um ressalto sobre o capô, que evidenciava a maior potência do motor 1.3, de 72 cv, garantida pelo carburador importado de corpo duplo e de escapamento duplo. 1979 Começam a ser produzidas e vendidas as primeiras variantes de carroceria do 147, com o lançamento da City, a primeira picape leve monobloco do País, e do Furgoneta, um pequeno furgão adaptado do hatch. O ano seria marcado por uma inovação pioneira da Fiat no Brasil: o início da produção do 147 a álcool, o primeiro carro a etanol do mundo – cujo primeiro protótipo já estava em testes desde a inauguração da fábrica, três anos antes. Fotos Divulgação/Fiat
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