98 Julho 2026 | AutoData AGÊNCIA AUTODATA » NEGÓCIOS Stellantis confirma nome do novo Fiat de Betim: Argo X. GAC é habilitada ao Mover Marcopolo registra patente verde com reutilização de resíduos industriais A Stellantis confirmou: Argo X é o nome do novo modelo Fiat que começará a ser produzido em Betim, MG, ainda em 2026, no ano em que o polo industrial completa 50 anos de atividades. O carro será o primeiro produto totalmente novo da Fiat desenvolvido a partir do ciclo de investimentos de R$ 30 bilhões anunciado pelo grupo para o Brasil até 2030, dos quais R$ 14 bilhões estão sendo destinados ao complexo mineiro. O Argo X tem características de SUV e é baseado na plataforma do Grande Panda europeu. Aqui o veículo conviverá com o hatch Argo atual e deverá assumir papel estratégico na renovação da linha de automóveis da Fiat. Em portaria do MDIC publicada em 20 de julho, a chinesa GAC foi habilitada ao Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, e poderá acessar incentivos a iniciativas de pesquisa e desenvolvimento no País, conforme garante a política industrial para o setor automotivo adotada em 2024. O projeto enviado pela fabricante chinesa envolve investimento de US$ 1,3 bilhão, que inclui a produção local de veículos, a partir de 2027, na fábrica da HPE em Catalão, GO. Também contempla a instalação de um centro de engenharia para criar e adaptar tecnologias para os produtos vendidos no Brasil, incluindo o desenvolvimento de carros elétricos REEV, dotados de motores flex que funcionam como geradores de eletricidade embarcados. A Marcopolo garantiu o registro de sua primeira patente verde com um novo material sustentável desenvolvido para vedação das carrocerias de ônibus que fabrica. A Massa Hefesto, como é chamada, é produzida a partir do reaproveitamento de resíduos industriais e da incorporação de sílica proveniente da casca de arroz, matéria-prima renovável. O desenvolvimento, executado em 2024 e 2025, contou com a parceria do ISI Polímeros, Instituto Senai de Inovação em Polímeros, e a Ciaflex. O projeto também teve apoio da Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Segundo a Marcopolo estudos realizados durante o desenvolvimento apontaram redução superior a 50% nas emissões de gases de efeito estufa associadas ao material, que passaram de cerca de 1,7 tonelada para aproximadamente 831 quilos de CO2 equivalente. A solução também reduziu em mais da metade o consumo de recursos fósseis usados na sua composição. Além disso aproximadamente 2 toneladas de resíduos por ano podem deixar de ser endereçadas a aterros industriais. Apenas em uma das linhas produtivas avaliadas a novidade demonstra potencial para eliminar cerca de R$ 27 mil anuais em custos associados ao descarte destes materiais. Redação AutoData Divulgação/Fiat Divulgação/Marcopolo Divulgação/GAC
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