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99 AutoData | Julho 2026 São Paulo quer duplicar produção de biometano até 2027 Stellantis cria centro global de cibersegurança em Betim Governo aumenta para 32% etanol na gasolina O governo de São Paulo pretende, até o fim de 2027, quase que duplicar a capacidade instalada de produção de biometano no Estado, de cerca de 700 mil para 1,3 milhão de metros cúbicos por dia, para abastecimento de veículos pesados, um crescimento de 85%, o que deverá incentivar a produção e venda de caminhões a gás e favorecer a redução de emissões da frota. Atualmente São Paulo já lidera a produção nacional de biometano, existem 48 plantas em processo de aprovação e, se o cronograma se confirmar, terá sozinho capacidade próxima da existente em todo o País. Em 2024 e 2025 o número de emplacamentos de caminhões a gás praticamente triplicou no Estado e veículos de coleta de lixo abastecidos com biometano já circulam em municípios paulistas. Somente para a Capital a Scania já entregou mais de duzentos veículos a gás para coleta de resíduos e, em julho, a VWCO fechou a venda de 56 Constellation 26.280 para a Loga. A Stellantis ampliou sua estrutura tecnológica no Brasil com a criação de um centro especializado em segurança cibernética no Polo Automotivo de Betim, MG. A unidade terá atuação global e será responsável pelo desenvolvimento e pela operação de soluções de proteção digital para sistemas corporativos, fábricas, plataformas conectadas e tecnologias embarcadas utilizadas pela empresa em mais de 130 países. O centro faz parte do plano da companhia para reforçar sua atuação em desenvolvimento de softwares, inteligência artificial e serviços digitais. Estas áreas, por sua vez, ganham cada vez mais importância no desenvolvimento de veículos conectados. Com isto a empresa pretende ampliar a proteção de dados e das plataformas que sustentam a interação com clientes, veículos, aplicativos e outros serviços digitais. A partir de julho a mistura de etanol permitida na gasolina passou de 30% para 32% por 180 dias, prorrogáveis por mais 180, segundo aprovou o CPNE, Conselho Nacional de Política Energética. Em paralelo seguem os estudos para verificar os efeitos de mistura ainda maior, de 35%. A indústria era contrária à medida. Anfavea, Abeifa e Sindipeças enviaram correspondência ao Ministério de Minas e Energia pedindo cautela pois, apesar de os testes colocarem 32% como teto, este porcentual figurava dentro de uma margem de erro. O aumento do índice de mistura poderá causar problemas ainda não conhecidos em carros equipados com motor a gasolina, o que levou o Ministério Público a solicitar liminar para suspender a decisão. O objetivo de aumentar o uso de etanol é reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados diante da forte instabilidade do mercado de petróleo motivada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo o ministro o MME a nova mistura torna o Brasil autossufuciente no fornecimento de gasolina. Divulgação/VWCO Divulgação/Scania

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