11 AutoData | Agosto 2026 para o desenvolvimento de novos produtos, permitindo uma clara diferenciação das marcas. A queda, este ano, de vendas de veículos Stellantis na Argentina e no Chile está ligada ao avanço de produtos chineses nesses mercados? As oscilações nos mercados argentino e chileno obedecem a dinâmicas distintas. O Chile é um mercado aberto há muitos anos, onde as marcas chinesas já têm presença consolidada. Nosso desempenho por lá está atrelado à disponibilidade de modelos em categorias específicas, e já estamos trabalhando na atualização dos veículos que perderam competitividade temporária. Já a Argentina passou por transformações profundas com a abertura de mercado promovida pelo governo Milei, ampliando a liberdade de importação tanto para fabricantes chineses quanto para marcas tradicionais. Isso gerou uma forte expansão de mais de 50% em 2025, seguida por uma acomodação de queda de 10% este ano. Como temos duas fábricas na Argentina, em Córdoba e em El Palomar, estamos readequando nossos planos para competir de igual para igual nesse novo ambiente. Mas Em alinhamento com o plano estratégico global da companhia divulgado recentemente, o Fastlane 2030, o senhor afirmou que dará prioridade à marca Fiat no mercado brasileiro e que não haverá mais sobreposição de produtos da líder de vendas no grupo com carros Peugeot e Citroën. Como e quando nós veremos na prática este rearranjo de portfólio? A Stellantis nasceu em 2021 da fusão da FCA com a PSA. Naturalmente, no início, alguns produtos mantinham sobreposição de público. A empresa precisava amadurecer culturalmente para definir um posicionamento que garantisse a competitividade de cada uma das marcas do grupo. Os lançamentos que ocorreram logo após a fusão ainda refletiam o ciclo anterior [de desenvolvimento das duas companhias separadas]. Hoje os novos projetos já nascem com um direcionamento muito claro. No mercado brasileiro Peugeot e Citroën atuam hoje como marcas de nicho, mas ainda com produtos que não nos permitem posicioná-las como gostaríamos. Os futuros lançamentos posicionarão Peugeot e Citroën em um patamar imediatamente superior ao da Fiat, com uma proposta mais premium. Isso se consolidará por meio de parcerias estratégicas globais “ Já estamos trabalhando intensamente na futura geração da Strada. Assim como em 2020 revolucionamos o segmento ao lançar a primeira picape compacta de cabine dupla de quatro portas a próxima geração trará inovações que voltarão a surpreender o mercado.”
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