38 Agosto 2026 | AutoData EVENTO AUTODATA » REVISÃO DAS PERSPECTIVAS 2026 América do Sul, alertou que o setor precisa acelerar sua transição: “Em que pese estarmos em um ano com boas notícias com relação a volume de vendas e crescimento sentimos, em todos os setores, preocupação e cautela. Estamos vendo, principalmente no curto prazo, a chegada de novos entrantes. É inevitável. A indústria automotiva brasileira tem praticamente 70 anos e a cada quinze ou vinte percebemos esses novos ciclos”. Roa destacou o salto tecnológico das montadoras chinesas: “Eles começaram a desenvolver tecnologia desde 2008 e, nos últimos cinco anos, passaram a embarcar muito mais tecnologia nos veículos”. O consultor advertiu que a cadeia local de fornecedores precisará se reinventar: “Tenho a sensação de que, novamente, o setor de autopeças está em uma encruzilhada. Antes buscava parceiros europeus e estadunidenses. Agora pode ter de buscar parceiros chineses”. A complacência com relação à velocidade dos acontecimentos também é preocupante: “Pode ser que tenhamos perdido um pouco de tempo. Pode ser que tenhamos subestimado os chineses. Globalmente isto aconteceu e, no Brasil, também percebemos este movimento”. Além disto Roa criticou atrasos no Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação: “Eu queria dizer que o Mover já está induzindo toda essa transformação mas alguns atrasos regulatórios estão postergando decisões importantes. Isso é um fato”. PRODUÇÃO NACIONAL DESPROTEGIDA No âmbito regulatório e de impostos da cadeia produtiva o Sindipeças reiterou duras críticas ao modelo de ex-tarifários, que praticamente isenta de impostos componentes automotivos importados sem produção nacional. O presidente da entidade, Cláudio Sahad, apoiou a recente determinação que limitou o prazo de isenção a dois anos: “Ex-tarifários tornaram-se solução de longo prazo. Alguns produtos estão usando a condição há dez, quinze anos. E muitos foram contemplados atendendo a critérios totalmente subjetivos, é injusto”. Sahad pretende que a avaliação recaia sobre componentes isolados e não conjuntos inteiros: “Exemplo clássico é a transmissão automática, que até hoje não é fabricada no País embora quase não haja mais carro novo com transmissão manual vendido no mercado local”. O dirigente ressaltou que a retomada com mais força das vendas de veículos no mercado brasileiro não se reflete nas fábricas nacionais, pois a produção cresce em ritmo inferior, o que é provocado pelo aumento das importações tanto de veículos acabados como desmontados, finalizados no País com conteúdo local muito baixo e participação incipiente das autopeças locais. Cláudio Sahad, Sindipeças Melissa Mattedi, BorgWarner
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