51 AutoData | Agosto 2026 Fiat, e é montado em Porto Real, RJ, na mesma linha de produtos Citroën sob a plataforma CMP. A estrutura desenvolvida para o Brasil combina quatro classes de aço: 30% de aço carbono convencional, 27% de aço de alta resistência, 23% de aço de alta resistência conformado a quente e 20% de aços avançados de alta resistência, em uma combinação pensada para equilibrar robustez, segurança e peso. POTÊNCIA REDUZIDA Sob o capô o conjunto motriz é o mesmo utilizado por outros carros da Stellantis: traz o já conhecido motor 1.0 turboflex de três cilindros T200 associado ao sistema eletrificado de propulsão auxiliar híbrido leve MHEV de 12V mas com potência reduzida a 116 cv tanto com gasolina quanto com etanol e torque máximo mantido em 200 Nm, acoplado as câmbio automático CVT de sete marchas simuladas. O número chama atenção de quem acompanha a evolução do motor: em outras aplicações no Grupo Stellantis o T200 roda com potências mais altas, rendendo até 130 cv quando abastecido com etanol. A Jeep se limitou a dizer que a redução de 14 cv é “estratégica”. Traduzindo: sabe-se que a potência limitada a 116 cv no Avenger está ligada à necessidade de atender aos parâmetros de eficiência energética do Programa Mover, do governo federal. Ainda assim o desempenho declarado soma-se ao discurso de eficiência: 0 a 100 km/h em 10,3 segundos com etanol, 10,7 segundos com gasolina e velocidade máxima de 185 km/h. O consumo validado pelo Inmetro é de 8,8 km/l e 9,4 km/l com etanol, respectivamente na cidade e estrada, e de 12,7 km/l e 13,5 km/l com gasolina. Segundo Márcio Tonani, vice-presidente sênior de engenharia de produto da Stellantis América do Sul, o sistema MHEV do Avenger foi aprimorado com relação às aplicações anteriores em outros carros do grupo: “A maior evolução é na calibração”. Segundo o engenheiro também foi executado um ajuste específico na direção quando o modo Sport do Selec-Terrain está ativado. SUSPENSÃO REDESENHADA A suspensão dianteira ganhou molas e amortecedores desenvolvidos no Brasil com maior rigidez lateral e mais flexibilidade longitudinal, com vistas a aumentar o conforto a bordo. No eixo traseiro o desenvolvimento buscou maior rigidez estrutural e redução de rolagem de carroceria. Com adoção dessas configurações o Avenger apresenta vibração vertical no banco 24,4% menor do que a média do mercado em rodovia a 90 km/h, e aceleração longitudinal 22,1% menor em manobra a 30 km/h – números que, segundo a Stellantis, colocam o carro à frente da concorrência direta em conforto de rodagem. Em manobra de esforço de estacionamento o Avenger também registrou a melhor resposta de direção da categoria, segundo o mesmo levantamento, bem
RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=