56 Agosto 2026 | AutoData adaptativo e câmara 360° de boa nitidez. Ou seja: a eletrificação e a assistência digital operam juntas para transformar o trânsito pesado em uma experiência muito menos estressante. ACABAMENTO E ESPAÇO Enquanto a dirigibilidade do novo Jeep Avenger é elogiável o acabamento também mostra alguma preocupação com o conforto interno. Revestimentos de portas e painel foram pensados para entregar um toque macio e superior aos principais rivais nacionais, embora uma parte ainda conte com plásticos texturizados. Não é um carro de luxo nem esbanja sofisticação, mas é um Jeep de entrada que sobe o régua na qualidade dos materiais em sua categoria B-SUV. Os botões físicos mais relevantes – volume do som, ar-condicionado e até modos de direção – também estão presentes para agradar a quem valoriza estes recursos e facilitar a vida de quem dirige. O ponto fraco do Avenger é a segunda fileira de bancos devido à distância entre-eixos não muito favorável. O espaço traseiro é o menos vantajoso contra a concorrência nacional de VW Tera, Chevrolet Sonic, Nissan Kait, Renault Kardian e Honda WR-V, e também ante os chineses que estão além dos 2m60 de distância entre-eixos em carros compactos. O porta-malas de 320 litros se iguala ao do espaço diminuto do Renegade, mas também perde para os rivais – algo que pode fazer falta a famílias ou para quem viaja e precisa de mais espaço para bagagens. Apesar da vocação urbana do Avenger poucas famílias podem se dar ao luxo de ter um carro para rodar na cidade e outro para viajar. Mas se a ideia for adquirir um SUV compacto, ágil, alto, de dinâmica equilibrada, eficiente, isento de rodízio municipal no caso da Capital paulista, bem equipado e ainda de quebra ostentar o emblema Jeep no capô o Avenger surge como uma opção bem interessante e capaz de brigar de perto com Tera e ficar à frente de todos os demais. A briga vai ser boa. JEEP AVENGER » NA PRÁTICA
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