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68 Agosto 2026 | AutoData ÔNIBUS » LAT.BUS 2026 ções que apoiem a renovação de frota, a eficiência operacional, a sustentabilidade e a competitividade dos operadores.” MERCADO DEPENDENTE DO GOVERNO O mercado brasileiro de ônibus é parcial ou totalmente dependente de políticas e licitações públicas. Nos últimos anos as vendas foram sustentadas em grande medida pelas verbas federais do Caminho da Escola, que subsidia a compra de ônibus escolares para municípios e já colocou mais de 60 mil veículos em circulação desde o início do programa, em 2007. Por causa de entregas do Caminho da Escola feitas este ano, ainda remanescentes da licitação de 2023, o segmento de micro-ônibus foi o único a registrar crescimento este ano, de 20%. A licitação do programa realizada no primeiro semestre, para a compra de 7 mil 470 ônibus, passou por reviravoltas que alteraram os valores negociados e questionamentos na Justiça que travaram o andamento do processo, que deverá parar novamente devido aos impedimentos legais trazidos pelas eleições. Por isto efeitos dessas novas compras nas estatísticas só devem começar a aparecer de fato em 2027. Enquanto as compras públicas impediram retração maior do mercado, os três principais segmentos comerciais apresentam fortes quedas no primeiro semestre: as vendas de modelos urbanos registraram baixa de 22%, nos veículos para fretamento o recuo foi de 25% e os ônibus rodoviários apresentaram redução nos emplacamentos de 35%. E poderia ter sido pior, não fosse a inclusão dos ônibus no Move Brasil 2, que destinou R$ 2 bilhões em crédito do BNDES a juros subsidiados pelo governo, próximos de 12% ao ano – contra 18% a 20% no mercado – com prazo de pagamento de até dez anos. Calcula-se que até 1,3 mil ônibus tenham sido financiados pelo programa, que já esgotou seus recursos. “Se não houver recuperação do urbano, do rodoviário e do fretamento, possivelmente não teremos um segundo semestre melhor do que o primeiro”, registrou Walter Barbosa, vice-presidente da Mercedes- -Benz responsável por vendas e marketing de ônibus. “Se nada mudar daqui para a frente e fizermos uma projeção até o fim do ano teremos um mercado de 19 mil a 20 mil unidades.” Estande da Volvo na Lat.Bus 2026: chassi urbano com motor flex para biodiesel B100 e transferência de tecnologias dos caminhões. OTM Editora/Márcio Bruno Fotografia

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