101 AutoData | Setembro 2026 DFM apresentou em Interlagos planos de lançar onze modelos no Brasil: sessenta lojas já aprovadas. O hatch elétrico Box chega primeiro e o híbrido plug-in Mage vem mais adiante. A primeira constatação é o reconhecimento do crescimento inicial vertiginoso dos novos jogadores: os veículos de origem chinesa saltaram de 0,5% dos emplacamentos de carros de passeio, em 2016, para 21,4% em 2026, tornando-se a maior nacionalidade individual em circulação nas ruas do País. Como comparação, no mesmo intervalo, a participação de carros vindos dos Estados Unidos caiu de 31,3% para 16,5% e do Japão de 20,5% para 13,8%. A frota circulante chinesa no Brasil caminha para o primeiro milhão de veículos e já soma 993 mil unidades até junho de 2026. Vale ressaltar que o critério do levantamento é a origem da marca, não o local de fabricação. Ou seja: os 21,4% já incluem os veículos que Caoa Chery, GWM e BYD montam no Brasil. A consultoria aponta, no entanto, que a questão central não é mais sobre a expansão das marcas chinesas no mercado brasileiro, pois isto já acontece, a primeira venda já foi conquistada para centenas de milhares de consumidores brasileiros. O que ainda não está respondido é se este crescimento é sustentável, se estes fabricantes conquistarão a segunda ou terceira venda ao mesmo cliente – e isto depende de fatores como desvalorização do usado e atendimento eficiente de pós-venda. Enquanto estas questões não são respondidas as ambições parecem ser grandes demais para o tamanho do mercado brasileiro. BAIC: AMBIÇÃO DE TOP 5. A mais ambiciosa das apresentações em Interlagos foi a da BAIC, sigla de Beijing Automotive Group Co. O COO da operação brasileira, Oswaldo Ramos – ex-GWM e um dos mentores do plano de vendas da fabricante no País –, dividiu-o em três etapas: lançamento dos primeiros automóveis ainda este ano, entrada no ranking das dez marcas mais vendidas em 2028 e no Top 5 em 2030, quando o portfólio estiver completo com dez modelos. A operação começa em novembro com a abertura das primeiras lojas e a entrega do Arcfox T1, crossover elétrico de 4m33 Fotos Divulgação/DFM com pré-venda marcada para outubro. Ramos posicionou o modelo acima do Jeep Avenger, Volswagen Tera e Hyundai i20, e abaixo de Volkswagen T-Cross, Jeep Renegade e Hyundai Creta. Ou seja, mira o cliente de marca tradicional que ainda não migrou para o elétrico – e não os rivais chineses diretos. Ainda em 2026 chega o Arcfox T5, maior, com 4m69 e 660 quilômetros de autonomia no ciclo NEDC. Em 2027 vêm
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