109 AutoData | Setembro 2026 Cortes ao lado do mais novo produto da VWCO: importação inicial e produção local em uma segunda fase. Segundo o CEO da VWCO, Roberto Cortes, a parceria com a SAIC envolveu aportes de R$ 300 milhões – que já fazem parte do próximo ciclo de investimento da empresa até 2030, ainda em fase de planejamento, a ser anunciado nos próximos meses. A quase totalidade dos recursos já foi aplicada para desenvolver a van, que é derivada da Maxus Deliver 9 do fabricante chinês mas foi reconfigurada exclusivamente para o mercado brasileiro, com diversas modificações. Inicialmente os veículos serão produzidos na China e importados para o Brasil, mas depois a evolução natural deverá ser a produção regional, com aumento gradual de localização de componentes. Apesar da importação inicial do veículo pronto Cortes assegura que não se trata de um modelo de prateleira: o desenvolvimento foi feito com exclusividade para a VWCO, pensando nas ruas e estradas do Brasil, com o logotipo Volkswagen fixado na dianteira da van. DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO “Estamos atendendo à demanda de clientes e ao potencial de mercado ao assinar esta parceria inédita”, afirmou. “Será um veículo totalmente novo, com conceituação, durabilidade e certificação da Volkswagen Caminhões e Ônibus, mas com a rapidez, agilidade e tecnologia da marca chinesa.” Conforme o CEO, se a VWCO fosse desenvolver 100% sozinha este projeto, ele seria mais caro e demoraria muito mais: “Com a SAIC saímos de uma plataforma de engenharia que já existia e nós incorporamos 250 alterações para adaptar o veículo ao nosso mercado. Por isto o investimento é basicamente nosso”. Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da VWCO, complementou que se o projeto nascesse do zero, em vez de dois anos, considerando que teve início em 2025, demoraria até oito ou nove anos. Isto refletiria, inclusive, no preço do veículo, podendo custar mais que o dobro do valor. “Investindo muito mais teríamos de diluir isto no custo do produto para pagá-lo. Aí o cliente não compraria. Esta foi a forma, portanto, que encontramos para ajustar a equação com o DNA Volkswagen e praticar um preço bastante competitivo”, afirmou. Para criar um produto especialmente preparado para o País os engenheiros da VWCO rodaram mais de 1,5 mil quilômetros em testes e realizaram 20 mil horas de ensaios de laboratório e bancada, o
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