110 Setembro 2026 | AutoData INDÚSTRIA » PARCERIA que resultou no aperfeiçoamento e modificações de mais de 250 componentes. “Optamos por fabricar inicialmente na China para que o produto chegue mais rápido ao mercado”, justificou Cortes. Ele confirma que a ideia é, em um segundo momento, iniciar o processo de localização com importação de kits e peças: “Estamos realizando estudos para realizar a regionalização de montagem e de componentes, até porque, para sermos competitivos e atingirmos nossas ambições de vendas nesse segmento, não podemos continuar pagando imposto de importação de 35%”. Este é o motivo para que “o mais rápido possível” torne-se realidade a segunda fase do projeto de veículos comerciais leves da marca, envolvendo a localização da plataforma de produção. Segundo o executivo a regionalização seguramente ocorrerá até 2030, antes que termine o novo ciclo de investimentos da VWCO, que ainda nem foi anunciado. OPÇÕES DE PRODUÇÃO LOCAL O executivo afirmou que para a produção local todas as alternativas estão sendo analisadas, mas admitiu que a nova van não poderá ser fabricada na mesma linha da fábrica de Resende, RJ, em que caminhões e ônibus são montados pelas empresas do Consórcio Modular de Produção, pois se trata de um veículo de segmento diferente. Caso a opção seja por montar o modelo na mesma planta uma nova linha de produção terá de ser instalada e nem todos os fornecedores da unidade serão os mesmos. “Não descartamos nenhuma opção mas também não temos nada confirmado ainda, estamos estudando como fazer”, endossou Cortes. “Estamos conversando com estados, cidades e com quem já tem o produto, se têm interesse.” A necessidade de outra fábrica, talvez até em outra localidade com novos parceiros, é uma das possiblidades em análise. Segundo o executivo deixou transparecer também não está descartada a produção da van em algum país vizinho do Mercosul, como na Argentina, onde a VWCO já tem uma linha de montagem instalada dentro da fábrica de transmissões do Grupo VW em Córdoba, ou mesmo no Uruguai, que já se especializou na montagem de vans do Grupo Stellantis e da Ford na Nordex. A vantagem é que nos dois países a montagem de veículos com partes importadas, em kits SKD ou CKD, recolhe menos imposto de importação do que no Brasil, que para estes casos cobra a mesma alíquota de 35% aplicada sobre veículos importados inteiros. MERCADO E AMBIÇÃO Ricardo Alouche justificou como motivador à entrada no segmento de utilitários o crescimento das vendas de vans em torno de 15% ao ano nos últimos três anos. A demanda segue alta para atender ao e- -commerce e à distribuição urbana. “Nós avaliamos trazer o alemão Volkswagen Crafter nos últimos quinze anos, mas o aporte seria elevado e o custo ao consumidor também.” De acordo com cálculos do executivo o potencial do mercado brasileiro de vans é de 50 mil unidades/ano. O plano é abocanhar fatia de 20% destas vendas, algo como 10 mil unidades/ano, no horizonte de três anos à frente. Ele considera seus principais concorrentes outras large vans como Renault Master e Mercedes- -Benz Sprinter, além de Ford Transit e Iveco Daily, dentre outras.
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