14 FROM THE TOP » DENIS GÜVEN, MERCEDES-BENZ Setembro 2026 | AutoData O segmento de ônibus segue uma dinâmica diferente da de caminhões, pois é fortemente vinculado a investimentos de operadores e políticas públicas de mobilidade. Os resultados foram influenciados por entregas de programas governamentais, como o Caminho da Escola. Nos segmentos urbano, rodoviário e de fretamento seguimos bem posicionados, mantendo até 80% de participação em ônibus urbanos em algumas aplicações, embora esses mercados registraram retração. Analisamos a trajetória de longo prazo. Continuamos a investir na renovação do portfólio de chassis mais amplo do País, cobrindo todos os segmentos com foco em segurança, eficiência e sustentabilidade. A renovação de frota continuará sendo prioridade para várias cidades e estamos preparados para atender a esta demanda. Falando sobre o desempenho externo da Mercedes-Benz do Brasil, como o senhor avalia o potencial de exportação de caminhões e ônibus da fábrica brasileira? Vejo um potencial significativo. O Brasil combina capacidades industriais, tecnológicas e de engenharia reconhecidas mundialmente. Nossa base de produção atende à América Latina e a regiões com condições semelhantes, como África e Oriente Médio. Exportamos não só caminhões e ônibus mas também expertise e tecnologia. Para destravar todo este potencial precisamos reduzir obstáculos burocráticos e buscar ambiente competitivo equilibrado. Acordos de livre comércio podem abrir grandes oportunidades para que o Brasil opere não apenas como base de produção mas como plataforma global de inovação e exportação. “ O Brasil é mais do que um mercado: é uma das operações mais importantes da Daimler Truck no mundo. Aqui temos presença industrial altamente desenvolvida, rede profissional de concessionários, base de fornecedores estabelecida e forte, engenharia, inovação e relacionamento próximo com os clientes.” Em abril passado o senhor foi nomeado presidente da Mercedes-Benz Trucks para as regiões da América Latina, Oriente Médio e África, uma posição que mantém junto com a presidência da operação brasileira. Essa nova função está ligada a uma maior exportação do Brasil para os mercados do Sul Global? Sim. Esta estrutura regional abrange cerca de cem países e quatro fábricas, criando oportunidades para gerar sinergias e compartilhar capacidades. Sediá-la no Brasil reflete a importância estratégica da operação brasileira na Daimler Truck. Diversas equipes locais agora possuem atribuições regionais. Um caminhão desenvolvido para suportar as estradas brasileiras está pronto para rodar nos ambientes mais severos do mundo. Essa afinidade natural favorece as exportações e reúne mercados
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