19 AutoData | Setembro 2026 No caso dos caminhões a Anfavea trabalha com queda de 6% em 2026, para 106,7 mil unidades. Para ônibus a estimativa revisada aponta recuo de 6,1%, para 22,5 mil veículos. Alfredo Santana, vice-presidente da entidade, avaliou que o mercado tende a se acomodar após o Move Brasil. Os programas Move Brasil 1 e 2 colocaram R$ 31,2 bilhões em crédito subsidiado à disposição do mercado, estimulando negócios que agora também aparecem nos emplacamentos. Até julho as vendas de caminhões acumulavam queda de 7,2%, para 60,6 mil unidades, e para os ônibus o recuo foi de 10,7%, para 12,5 mil. A perspectiva é de um segundo semestre mais fraco à medida que o efeito do estímulo diminui e o crédito fica mais caro. CAMINHÕES CONVERGEM À BAIXA Executivos de Volvo Caminhões, Mercedes-Benz, DAF e Volkswagen Caminhões e Ônibus convergiram numa expectativa de retração de cerca de 5% no segundo semestre com relação ao mesmo período de 2025. O ponto central é a escassez de crédito e juros elevados, que afeta os clientes mais dependentes de financiamento. O impacto é maior para os transportadores autônomos, aqueles que dirigem o próprio caminhão. Apesar de ainda haver recursos disponíveis para eles no Move Brasil parte deste público encontra dificuldade para oferecer garantias e enfrenta restrições cadastrais para aprovar o financiamento. Sem conseguir renovar o caminhão alguns profissionais acabam migrando para transportadoras como empregados, movimento que contribui para reduzir a oferta de motoristas no País. Para 2027 a alavancagem do mercado de caminhões dependerá da recomposição da capacidade de compra e disponibilidade de financiamento. Ao mesmo tempo haverá aumento da concorrência. A Fenatran, em novembro, terá pelo menos seis marcas chinesas no meio das treze expositoras. CHINA ENTRA NA DISPUTA Os fabricantes instalados no País não esperam uma entrada fácil dos chineses no mercado brasileiro. Luiz Gambim, diretor comercial da DAF, apontou como barreira natural a exigência por disponibilidade de peças e suporte. Alcides Cavalcanti, diretor executivo da Volvo Caminhões, destacou a
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