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20 Setembro 2026 | AutoData EVENTO AUTODATA » FÓRUM PERSPECTIVAS VEÍCULOS COMERCIAIS importância de uma rede de serviços com cobertura geográfica adequada e o valor de revenda. Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen Caminhões e Ônibus, afirmou que os novos produtos terão de provar qualidade e valor residual. Jefferson Ferrarez, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas de caminhões da Mercedes-Benz, acrescentou que a conquista de clientes depende de testes, consistência e adaptação às características locais. Santana, da Anfavea, considerou natural a entrada dos chineses em um dos cinco maiores mercados de caminhões do mundo, mas ressaltou que as empresas já estabelecidas acumulam décadas de conhecimento sobre aplicações regionais, exigências de frotistas e capilaridade de atendimento. Essa estrutura será uma barreira de entrada para quem chega agora. A competição também recoloca em discussão os custos da produção local. A possibilidade de comprar componentes na China pode reduzir custos, mas distância, frete e questões geopolíticas entram na conta. Para a Anfavea isto reforça a importância de uma política de conteúdo local. IMPLEMENTOS EM QUEDA MAIOR No mercado de implementos rodoviários as perspectivas são mais negativas. José Carlos Sprícigo, presidente do conselho da Librepar e presidente da Anfir, e Ricardo Escoboza, vice-presidente executivo para América do Sul das verticais Autopeças e Montadora da Randoncorp, estimam retração de 8% a 10% em 2026, para 67 mil a 70 mil unidades. Até o fim de agosto a queda ante 2025 era de cerca de 2%, ainda beneficiada pelo financiamento subsidiado do Move Brasil. A expectativa é de aceleração da retração no último trimestre, quando os efeitos dos juros deverão aparecer com maior intensidade. Sprícigo cita uma taxa média de 17% ao ano, quatro pontos acima dos 13% praticados pelo programa. Mesmo com a Fenatran a percepção é de que os efeitos positivos sobre as vendas deverão aparecer, principalmente, só em 2027. Nos semirreboques pesados, ligados aos cavalos mecânicos usados no transporte de longa distância, o ambiente é mais desafiador pela dependência do mercado de caminhões pesados. Julho, no entanto, trouxe emplacamentos recordes para o

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