24 Setembro 2026 | AutoData EVENTO AUTODATA » FÓRUM PERSPECTIVAS VEÍCULOS COMERCIAIS O início do ano também foi sustentado por entregas para o Programa Caminho da Escola, para o Ministério da Saúde, para o Move Brasil e para o Refrota, reduzindo a possibilidade de repetição do mesmo ritmo. No mercado privado a retração é maior. Segundo Barbosa os ônibus urbanos acumulam queda de 16,5%, os rodoviários de 32% e os veículos para fretamento de 22%. Juros na casa de 14%, aumento do diesel e menor disponibilidade de financiamento são os fatores que puxam a retração. Jorge Carrer, diretor de vendas de ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus, considera que ainda existe espaço para o mercado superar 20 mil unidades em 2026, mas também vê maior dificuldade para o setor privado, dependente de financiamento, investimento e políticas públicas mais sustentadas. A redução do custo do crédito aparece como condição central para uma retomada. Barbosa defende programas com subsídio de juros. Seixas destaca que a demanda por transporte de passageiros continua alta no urbano e no rodoviário, embora limitada por juros, crédito restrito e incerteza econômica. O Caminho da Escola é um dos principais vetores que podem deslocar negócios de 2026 para 2027. A demora na formalização dos contratos reduziu o tempo disponível para produção e entrega neste ano. O pregão de 2026 prevê a compra de 7,5 mil ônibus, dos quais a VWCO venceu lotes correspondentes a 6 mil 590 unidades. Quatro meses depois do pregão a empresa havia assinado apenas duas das sete atas referentes aos lotes vencidos. Carrer avalia que algumas encomendas ainda podem ocorrer em 2026, mas o impacto nos emplacamentos será praticamente nulo devido ao tempo necessário para produzir o chassi, encarroçar e entregar o veículo. A maior parte dos efeitos em produção e entregas deverá ocorrer em 2027. CARROCERIAS SEGUEM CHASSIS Para os encarroçadores de ônibus a leitura para o ano que vem também é de melhora, mas gradual. Rubens Bisi, presidente da Fabus, e André Vidal Armaganijan, presidente da Marcopolo, projetam um 2026 mais fraco, especialmente nos segmentos urbano e rodoviário, seguido por reação em 2027.
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