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XXXXX » XXXXXXXXXXXX 40 Setembro 2026 | AutoData De significado tão importante para a época a cerimônia que marcou a primeira fundição de blocos de motor da América Latina, na fábrica da Sofunge no bairro da Vila Anastácio, em São Paulo, contou com a presença de Juscelino Kubitschek, já eleito presidente da República e pouco antes de ser empossado. (Na época acreditava-se impossível a fundição de blocos de motores no Brasil em função de suas condições... climáticas.) Com a inauguração da fábrica, em setembro de 1956, devido ao trabalho antecipado o primeiro caminhão diesel Mercedes-Benz fabricado em São Bernardo do Campo, o L 312 Torpedo, e o primeiro chassi derivado para ônibus com posto avançado do motorista ao lado do motor, o LP 312, nasceram com 58% de nacionalização em peso, mas boa parte dos componentes ainda vinha da própria fabricante, produzidos dentro da planta ou importados da Alemanha. NACIONALIZAÇÃO VERTICAL Ao assumir o novo governo logo sentiu o peso negativo que veículos e suas peças representavam para a balança comercial do País: era o principal item da pauta de importações, superando a soma de petróleo e trigo. Em junho de 1956 – pouco antes da inauguração da fábrica da Mercedes-Benz – os importadores foram convocados a assinar um compromisso de nacionalização, se quisessem continuar a importar componentes e veículos. Deveriam aumentar o índice de nacionalização, em peso, de 30% naquele ano para 90% em um prazo de três anos e meio, no fim de 1959. A maioria das empresas não assinou o compromisso mas a Mercedes-Benz aceitou: foi a segunda empresa – depois da FNM e antes da Vemag DKW – a apresentar ao GEIA, Grupo Executivo da Indústria Automobilística, seu plano de nacionalização. Dentre as dezesseis empresas que tiveram seus projetos aprovados, era o mais extenso: dois caminhões, um ônibus e um automóvel médio, o sedã de quatro portas 180 – único dos quatro que jamais saiu do papel. ESPECIAL MERCEDES-BENZ 70 ANOS » MANUFATURA & FORNECEDORES Evolução da produção em São Bernardo O primeiro caminhão L 312: 1956. Produção das cabines do carachata L 321: 1958. Produção de ônibus monobloco: anos 1970. Caminhões com cabine semiavançada: anos 1980. Linha automatizada 4.0: salto aos anos 2010

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