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XXXXX » XXXXXXXXXXXX 56 Setembro 2026 | AutoData apenas um caminhão, mas uma configuração mais próxima daquilo que o cliente realmente precisava. EVOLUÇÃO À FLEXIBILIDADE A transformação não ocorreu somente dentro da fábrica. O crescimento dos fabricantes de implementos também mudou a engenharia dos veículos comerciais. O caminhão passou a integrar um sistema no qual veículo, implemento e operação precisavam funcionar em conjunto. Uma aplicação que exigisse determinado equipamento hidráulico poderia demandar uma tomada de força específica. Em outras seria necessário modificar o chassi, a distribuição de peso ou a relação entre eixos. Conforme o transporte brasileiro se profissionalizou, principalmente a partir dos anos 1980 e depois, com mais intensidade, nas décadas de 1990 e 2000, logística, distribuição e gestão de frotas passaram a exigir produtividade e previsibilidade. A indústria respondeu com famílias completas de produtos, diferentes capacidades, distâncias entre-eixos, relações de eixo, cabines, motores e configurações. O segmento de modelos médios e semipesados tornou-se um dos principais exemplos da evolução do transporte de cargas no Brasil. O veículo precisava atender tanto operações urbanas quanto trajetos rodoviários de média distância, o que transformou a categoria em uma das mais versáteis do mercado. Os lançamentos dos icônicos 1111, em 1964, e 1113, em 1970, os caminhões mais versáteis e mais vendidos de suas épocas e até hoje vistos rodando pelo País, exemplificam na prática as rápidas e assertivas respostas que a Mercedes-Benz soube dar às necessidades do transporte no Brasil. A atual família Atego, por exemplo, também é resultado desta trajetória. Dependendo da configuração o caminhão pode operar em distribuição, bebidas, operações regionais, construção e diferentes tipos de transporte. A mesma lógica aparece nas demais famílias atuais de caminhões da marca. Accelo, Atego, Axor, Actros e Arocs ocupam espaços distintos porque o mercado deixou de procurar um caminhão capaz de fazer tudo e passou a buscar o produto adequado para cada missão. CAMINHÃO VIROU ATIVO A mudança mais importante, contudo, ocorreu na forma como o transportador passou a avaliar o veículo. O caminhão deixou de ser apenas uma máquina de transporte e virou um ativo de produção. O CDT, Centro de Desenvolvimento Tecnológico, inaugurado em 1991: condições adversas do País deram protagonismo à engenharia brasileira para exportar soluções para todo o grupo no mundo. ESPECIAL MERCEDES-BENZ 70 ANOS » PRODUTOS & ENGENHARIA

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