436-2026-09

57 AutoData | Setembro 2026 Se estiver parado não gera receita. Se consumir mais combustível reduz a margem. Se exigir manutenção frequente aumenta o custo. Se uma peça demora a chegar compromete a disponibilidade. Consumo, manutenção, disponibilidade, produtividade, pneus, valor de revenda e tempo parado passaram a integrar a conta. Todos estes fatores podem ser resumidos no TCO, sigla em inglês para custo total de operação, que ao longo dos anos ganhou protagonismo na decisão de compra e passou a dirigir os rumos da engenharia de desenvolvimento aplicada aos caminhões. A Mercedes-Benz capturou de forma assertiva essa transformação em sua operação brasileira, ao inaugurar, em 1991, o CDT, Centro de Desenvolvimento Tecnológico, na unidade de São Bernardo do Campo, SP, o maior da empresa fora da Alemanha exclusivamente dedicado a veículos comerciais, integrando quatrocentos engenheiros já naquela época. A busca por eficiência transformou o trabalho da engenharia. No passado, grandes evoluções mecânicas podiam representar saltos importantes de desempenho. Hoje parte dos ganhos aparece em pequenos avanços como redução de atrito de componentes, na eficiência da bomba d’água, no alternador, no compressor de ar ou no sistema de lubrificação do eixo. Essa busca por pequenos ganhos mudou a estrutura da engenharia automotiva. O caminhão moderno exige profissionais dedicados a componentes e sistemas cada vez mais específicos. Um engenheiro pode trabalhar na direção, outro no chassi e outro no eixo traseiro. A especialização deixou de ser apenas uma característica do produto e passou a fazer parte da própria organização do desenvolvimento. BRASIL VIROU REFERÊNCIA A experiência brasileira produziu resultado global para o Grupo Daimler Trucks, que controla a Mercedes-Benz Trucks. As condições encontradas no País ajudaram a formar uma engenharia preparada para operações extremamente variadas. No Brasil um caminhão pode trabalhar em Evolução constante O Mercedinho: linha leve lançada em 1972, em produção até 2011. L 1620: novo ícone semipesado lançado em 1996. Accelo: família de leves desenvolvida no Brasil e lançada em 2003. Atego: família de médios e semipesados lançada em 2004. Axor: linha de pesados de 2005 e relançada em 2025. Actros: a família de extrapesados vendidos desde 2010.

RkJQdWJsaXNoZXIy NjI0NzM=