XXXXX » XXXXXXXXXXXX 64 Setembro 2026 | AutoData gestão de dados e, sobretudo, disponibilidade de uso passam a integrar a proposta de valor. Assim a Mercedes-Benz enfrenta uma transformação que vai além da tecnologia dos veículos: precisa provar que sua experiência acumulada no transporte brasileiro pode se converter em vantagem, justamente quando o setor começa a exigir algo maior do que máquinas eficientes, porque quer medir, na ponta do lápis, o resultado total que o bem de capital traz à sua atividade. Isso significa uma mudança importante porque obriga a Mercedes-Benz a disputar não somente quem fabrica o melhor veículo, mas quem consegue fazer o veículo produzir mais, parar menos e entregar ao cliente uma operação mais previsível. EVOLUÇÃO PARA O FUTURO A história ajuda a explicar a força da marca, mas também revela por que a Mercedes-Benz não pode se acomodar. Desde 1956, quando iniciou sua trajetória brasileira, a empresa se adaptou a dezenas de grandes transformações tecnológicas e desenvolveu novas soluções. Motores mecânicos deram lugar aos eletrônicos. Vieram os sistemas de controle de emissões Euro 3, Euro 5 e Euro 6. Segurança, conforto, eletrônica embarcada e eficiência passaram a fazer parte do desenvolvimento. No transporte coletivo de pessoas a dimensão dessa trajetória é ainda maior. Walter Barbosa, vice-presidente de vendas e marketing de ônibus, aponta que, dos cerca de 1,2 milhão de ônibus produzidos no Brasil nos últimos setenta anos, 800 mil têm chassis Mercedes-Benz – e 259 mil foram destinados à exportação. Essa escala ajuda a explicar por que a marca se tornou uma referência no segmento, dominando mais da metade das vendas de chassis no País. Mas tradição não é blindagem e a empresa segue trabalhando para desenvolver as melhores soluções para o setor, como comprovam as centenas de lançamentos em sete décadas e a recente produção de três chassis de ônibus elétricos. No segmento de caminhões a Mercedes deixou de ocupar a liderança absoluta em volume e hoje trabalha para recuperar terreno. A resposta passa por uma ofensiva especialmente nos modelos pesados e extrapesados, segmentos estratégicos para a companhia. O relançamento da família Axor, em 2025, é parte central desse movimento. A proposta é recuperar nichos que ficaram mais expostos depois da saída da geração anterior, descontinuada em 2022, e disputar uma faixa que ganhou concorrentes fortes, especialmente da Volkswagen e da DAF. Ao mesmo tempo o topo de linha Actros recebeu evoluções e ganhou Jefferson Ferrarez: argumento de vendas de caminhões deixou de ser sobre especificações técnicas e envolve capacidade de sustentar compromissos firmados com o transportador. Walter Barbosa: domínio do mercado brasileiro de ônibus tornou-se referência para a Mercedes-Benz no mundo. ESPECIAL MERCEDES-BENZ 70 ANOS » MARKETING & MERCADO
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