XXXXX » XXXXXXXXXXXX 74 Setembro 2026 | AutoData ESPECIAL MERCEDES-BENZ 70 ANOS » LINHA DO TEMPO 1964 Lançamento do icônico 1111, o caminhão de maior sucesso da fabricante no Brasil, com a inconfundível cabine semiavançada, mais ampla e para-brisa curvo inteiriço, que inaugurou a identificação numérica utilizada até os dias atuais pela Mercedes-Benz, em que os dois primeiros números indicam o PBT do veículo e os dois últimos a potência dividida por dez. Até hoje visto rodando em ruas e estradas brasileiras, o 1111, oferecido nas versões chassi-cabine L, basculante LK e cavalo-mecânico LS, rapidamente tornou-se o mais vendido da marca no País. 1966 Após o falecimento de Alfred Jurzykowski a Daimler-Benz adquire o controle total da Mercedes-Benz do Brasil. Lançamento do ônibus monobloco interurbano O 326, com motor de 200 cv e estilo renovado, adotando faróis de neblina no parachoque, limpadores de parabrisas com haste dupla, pneu estepe alojado na dianteira sob o piso e poltrona ajustável para o motorista. Na cabine o veículo tinha poltronasleito e recursos até então inexistentes, como luzes de leitura com foco direcional. Podiam ser instalados toalete completo e até uma copa e comprova o acerto de seu investimento: foi a empresa que contabilizou o terceiro maior faturamento do País, atrás da Petrobras e CSN, Companhia Siderúrgica Nacional – esta uma de suas principais fornecedoras de aço plano. 1960 Ano de muitas novidades, com o lançamento de três novos caminhões: o LAP 321, primeiro modelo 4×4 nacional, com 110 cv, o pesado LP 331 S, que com 180 cv era o mais potente caminhão brasileiro, e o LP 333 com a mesma motorização, dois eixos direcionais e direção hidráulica, para 20 t. Também é lançada nova carroceria rodoviária para o ônibus monobloco, com duzentas unidades vendidas de imediato para a Viação Cometa. A Mercedes-Benz produz seu motor diesel de quatro cilindros, encomendado pelas primeiras fábricas de tratores do País e que também viria a equipar o Toyota Bandeirante. Ao fim do ano a produção acumulada ultrapassa 37 mil veículos, com mais de dez mil ônibus, chassis e monoblocos. 1961 Início das exportações da fábrica brasileira para o mercado latino-americano, com o embarque de 550 unidades do ônibus O 321 H para a Argentina. São lançados os primeiros caminhões com cabine avançada, cara-chata, e avanços tecnológicos ainda raros na época: o médio L 321 podia levar até 7 t com motor 6-cilindros 5.1 de 110 cv, caixa de cinco marchas sincronizadas e freios hidráulicos assistidos a ar; e o pesado L 331, para 10 t ou 31 t rebocáveis, era equipado com o 6-cilindros 10.8 de 165 cv, caixa não sincronizada de seis marchas, eixo traseiro com redução e freios pneumáticos. Em outro avanço inédito na época é lançado o O 321 H, o primeiro e por muitos anos o único ônibus monobloco do País, com chassi e carroceria integralmente produzidos pela Mercedes-Benz. Em versão urbana e rodoviária, também era o único modelos com motor traseiro, utilizando o mesmo trem-de-força do caminhão médio: 6-cilindros 5.1 de 110 cv e caixa de cinco marchas sincronizadas. No fim do ano a MercedesBenz atinge a marca de 11 mil veículos produzidos no Brasil
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