105 AutoData | Outubro 2026 quinas e Equipamentos, estima queda de 23% nas vendas em 2026. O faturamento deve cair de R$ 67 bilhões em 2025 para R$ 52 bilhões neste ano, ante R$ 63 bilhões em 2024. A consultoria PSR, Power Systems Research, projeta produção de 59 mil unidades. Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA, resume o cenário: “O mercado este ano está muito desafiador. Existe uma queda muito grande: o acumulado de vendas até agosto deste ano está 23% menor com relação ao ano passado. E a expectativa é que fique nisso aí mesmo, queda em torno de 23%”. A retração combina preços baixos de soja, milho, algodão e arroz, juros elevados, receio sobre o evento climático El Niño mais forte de todos os tempos e custos elevados de combustíveis e fertilizantes. Segundo o executivo os bancos também restringiram o crédito. A safra recorde não se converteu em renovação de equipamentos porque muitos produtores estão endividados e com margens reduzidas. Segundo Bastos de 2020 a 2023 o País incorporou 15 milhões de hectares à área plantada, em um período de forte expansão financiada. A rentabilidade, porém, caiu a partir de 2023: “O agricultor não está tendo rentabilidade e ele está muito alavancado. Tem produção, o agricultor colhe, mas tem rentabilidade baixa e dívida alta para pagar. Não sobra recurso para fazer investimentos”. A inadimplência, historicamente próxima de 1%, está perto de 8%, segundo Bastos. Com crédito mais seletivo e juros de mercado em torno de 22% ao ano produtores priorizam o custeio da safra, deixando a renovação da frota de máquinas para depois: “Se ele tem algum recurso pega tudo que tem e vai fazer o custeio. O investimento fica em segundo plano”. Para Bastos a oferta de recursos subsidiados não é o principal entrave. Em sua estimativa programas como Pronaf, Pronamp, Moderfrota e Move Brasil financiaram cerca de 60% das vendas de máquinas em 2026. As taxas subsidiadas vão de 5% a 12,5% ao ano. “Há recursos e é até barato. O que realmente está faltando é rentabilidade para o agricultor”, resume. “Não adianta você ter juro barato se você não tem rentabilidade: o agricultor não compra.” Segundo ele as colheitadeiras são os equipamentos mais afetados por sua concentração nas culturas de soja e milho, que enfrentam baixa rentabilidade. Segmentos ligados a café, laranja e pecuária tiveram desempenho relativamente melhor. A PSR também aponta queda acentuada nas vendas de colheitadeiras, enquanto tratores de menor potência sustentam o mercado, aponta Heitor Greco, analista sênior dos segmentos fora de estrada da consultoria: “A PSR estima produção próxima de 59 mil unidades no ano, com os tratores de menor potência sustentando o mercado. Já as colheitadeiras têm apresentado desempenho negativo, tanto em vendas quanto em produção”. INVASÃO ASIÁTICA NO CAMPO As importações de máquinas chinesas e indianas estão avançando. Bastos afirma que as compras brasileiras de equipamentos agrícolas da China passaram de US$ 40 milhões há quatro anos para US$ 240 milhões agora. Segundo ele a China representa cerca de 21% de todas Divulgação/New Holland
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