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106 Outubro 2026 | AutoData PERSPECTIVAS 2027 » MÁQUINAS AGRÍCOLAS E RODOVIÁRIAS mentos. Na sua avaliação 2028 pode ser mais próximo da normalidade: “Dos três possíveis, que são cair, ficar igual ou subir, não trabalhamos com a hipótese de cair. Igual, pode até ser, mas estamos com a possibilidade de que pode aumentar um pouco, muito pouco, 5%, 10%”. A PSR projeta alta de 3% a 4% em 2027, apoiada por juros menores e safra favorável, reforça Greco: “Este movimento deve ser apoiado principalmente pela expectativa de redução dos juros e por uma nova safra mais favorável”. CENÁRIO MELHOR EM CONSTRUÇÃO No setor de construção civil os indicadores apontam para estabilidade da produção e crescimento moderado das vendas em 2026. A PSR estima produção de 49 mil máquinas rodoviárias no ano, mesmo nível de 2025. Já a Sobratema projeta alta de 4% nas vendas da linha amarela, para 35 mil 843 unidades, e crescimento de 4% no mercado ampliado, que deve somar 58 mil 611 equipamentos. Este segundo grupo inclui guindastes, compressores, plataformas elevatórias, equipamentos para concreto, caminhões rodoviários e tratores pesados de pneus, que se somam às máquinas da linha amarela. Os números de vendas em unidades não contradizem a projeção da Abimaq, de queda de 8,4% na receita líquida da indústria geral de máquinas e equipamentos em 2026. A entidade estima recuo de 7,7% na receita do mercado interno e de 1,1% nas exportações em dólares. De janeiro a agosto a receita total caiu 13,2% e a do mercado doméstico recuou 15,5%. Estes indicadores abrangem toda a indústria, não apenas os equipamentos de construção. Fábio Damasio, coordenador do Grupo de Trabalho de Máquinas e Equipamentos para Construção Civil da Abimaq, afirma que a escassez de mão de obra pode favorecer a mecanização das obras de infraestrutura: “Quando tem pouca mão de obra precisa de mais máquinas para executar o serviço”. as importações, que equivalem a 10% do mercado. A entrada se concentra em tratores de 25 a 70 cavalos. “Não basta você trazer um produto pronto do Exterior e vender aqui. Você fica fora do Plano Safra”, pondera Bastos. Ele destaca ainda a necessidade de construir a rede de distribuição e assistência técnica aos clientes. Mesmo com a queda no mercado doméstico as exportações agrícolas devem bater recorde em 2026. A Abimaq estima US$ 1,8 bilhão, alta de 3%, enquanto o mercado doméstico recua 22,4%. Os destinos principais estão na América Latina, no Leste Europeu e na Ásia. Para 2027 Bastos considera possível alta de 5% a 10%, dependendo do clima e dos preços das commodities. O endividamento ainda limita a reposição de equipa- “ O agricultor não tem rentabilidade e está muito alavancado. Tem produção, o agricultor colhe, mas tem rentabilidade baixa e dívida alta para pagar. Não sobra recurso para fazer investimentos em máquinas.” Pedro Estevão Bastos, CSMIA/Abimaq Arquivo Pessoal

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